O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pela Bahia, Rui Costa, fez críticas à condução da saúde pública em Salvador durante participação no Programa de Governo Participativo (PGP), realizado em Jequié, na noite desta quinta-feira (09/07).
Durante o discurso, Rui afirmou que a avaliação de gestores públicos deve considerar resultados apresentados à população e defendeu que o debate político seja pautado por comparações entre ações realizadas e compromissos assumidos.
Ao abordar a área da saúde, o ex-ministro comparou investimentos realizados pelo Governo do Estado com iniciativas da administração municipal da capital baiana, citando a construção de equipamentos de atendimento e questionando o desempenho da gestão anterior de Salvador, comandada pelo ex-prefeito ACM Neto (UB).
Segundo Rui Costa, promessas feitas para ampliação da rede municipal de saúde não teriam sido cumpridas integralmente. Ele também comparou a estrutura hospitalar de Salvador com a de outras capitais brasileiras, mencionando diferenças na quantidade de hospitais e unidades de atendimento.
“Não é desleal, estou comparando Salvador com Recife, que tem uma receita menor do que Salvador e tem oito hospitais, comparei Fortaleza com Salvador, população a mesma, arrecadação a mesma e lá tem dez hospitais, Salvador tem dois, Salvador não tem nenhuma policlínica”, declarou.
Durante sua fala, Rui Costa também mencionou a situação da saúde em Jequié e criticou a ausência de um hospital municipal na cidade. Segundo ele, a falta de uma unidade própria da administração municipal faz com que moradores precisem buscar atendimento em outras estruturas da rede.
“Não tem um hospital municipal. Alguém que tem uma dor de barriga mais forte vai ter que ir para o Prado”, afirmou Rui, ao comentar sobre a estrutura de atendimento de saúde no município.
As declarações foram feitas durante o encontro político em Jequié, que reuniu lideranças e apoiadores para discutir propostas e demandas da região.
Foto: Marcos Frahm



