Confirma-se, os preços dos combustíveis vão mesmo registar um aumento no início da próxima semana, que será mais acentuado no caso do gasóleo, adiantou fonte do setor ao Notícias ao Minuto, esta sexta-feira.
O gasóleo deverá ficar sete cêntimos mais caro, enquanto o preço da gasolina deverá subir três cêntimos, segundo as estimativas provisórias. Os valores finais só ficaram fechados hoje à tarde.
O preço médio do gasóleo simples está, atualmente, nos 1,793 euros por litro, ao passo que a gasolina simples 95 está a custar 1,893 euros por litro, de acordo com os valores disponibilizados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) no site Preços dos Combustíveis Online.
Esta subida dos preços acontece numa altura em que o petróleo tem estado a valorizar nos mercados internacionais. Apesar da subida ao longo da semana, a cotação do barril de Brent para entrega em setembro terminou na quinta-feira no mercado de futuros de Londres em baixa de 2,20%, para 76,30 dólares.
Os receios dos investidores com a inflação e a redução da procura petrolífera predominaram sobre o agravamento da situação militar no Golfo Pérsico.

Afinal, porque é que o petróleo reage tanto ao que diz Donald Trump?
João Cruz, analista de mercados da XTB, explicou ao Notícias ao Minuto que a razão “resume-se a uma regra de ouro do mundo financeiro: os mercados vivem de adivinhar o futuro (expetativas) e têm pânico de correr riscos”. Ora, é essa pressa dos mercados em se protegerem que “acaba por ditar se a fatura do combustível irá subir ou descer”.
Beatriz Vasconcelos | 06:52 – 10/07/2026
Governo preocupado com impacto das tensões no preço dos combustíveis
O Governo vê “com preocupação” o impacto económico do ressurgimento de tensões no Médio Oriente, dados os novos ataques norte-americanos e iranianos, admitindo a “situação bastante incerta e volátil”, nomeadamente para os preços dos combustíveis.
“Este regressar da tensão no estreito Ormuz e no conflito do Medo Oriente naturalmente preocupa-nos. Todos tínhamos a expectativa há umas semanas, quando foi firmado um acordo, que o conflito terminaria, que a passagem pelo estreito Ormuz retomaria a sua normalidade e que com isso o preço do petróleo pudesse baixar para níveis pré-conflito e ter o mesmo efeito na gasolina e no gasóleo”, disse hoje o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.
Em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas, na entrada para a reunião do Eurogrupo, o governante apontou: “A situação é bastante incerta, sempre muito volátil, e se voltarmos a ter uma situação de conflito e um agravamento do preço do petróleo isso tem naturalmente consequências negativas na economia”.
“Esperemos que tudo possa ser sanado rapidamente”, acrescentou.
Indicando que Portugal “acompanha a evolução e os impactos deste conflito”, Joaquim Miranda Sarmento referiu que o Governo vai “ver que efeitos é que isto vai ter nas próximas semanas, sobretudo no preço dos combustíveis, e atuar em conformidade”.
“A situação orçamental de 2025, ao ter sido melhor do que aquilo que antecipava, deu-nos um pouco de margem, mas temos que atuar em função daquilo que seja a evolução das circunstâncias”, indicou, sem precisar.
Certo é que Portugal já anunciou que irá beneficiar do alívio das regras orçamentais da União Europeia proposto pela Comissão Europeia para acomodar despesas energéticas, uma medida que permite aos Estados-membros aumentar o investimento público em áreas como a energia e a segurança energética sem que esses gastos afetem o cumprimento das regras de défice e dívida da UE.
Questionado sobre que medidas poderiam ser incluídas, Joaquim Miranda Sarmento apontou que “essa é uma discussão que agora terá de ser feita com a Comissão”.
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