O Comando Central militar norte-americano (CENTCOM) adiantou nas redes sociais que, por ordem do Presidente Donald Trump, as forças norte-americanas “iniciaram ataques adicionais contra o Irão com o objetivo de reduzir ainda mais as suas capacidades de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”.
A vaga de ataques, pela segunda noite consecutiva, surge em resposta aos “recentes ataques injustificados” perpetrados pelo Irão no disputado Estreito de Ormuz “contra navios mercantes e as suas tripulações civis”, que “estavam a navegar livremente por esta via navegável internacional de importância estratégica”, adianta a mesma fonte.
Trump tinha ameaçado hoje desencadear mais ações militares contra o Irão, após afirmar que os ataques iranianos contra navios civis assinalavam o fim do cessar-fogo em vigor, assinado em junho.
Em conferência de imprensa, no final da cimeira da NATO na Turquia, Trump manifestou-se convicto de que o conflito vai acabar “muito rapidamente”.
“Acho que qualquer coisa que vier a acontecer ficará resolvido muito rapidamente e apenas tornará a situação mais segura”, reforçou.
O CENTCOM confirmou na terça-feira ataques contra mais de 80 alvos em território iraniano, na sequência de disparos contra três navios comerciais no Estreito de Ormuz.
O comando militar norte-americano indicou que mais de 60 pequenas embarcações dos Guardas da Revolução iranianos foram atacadas “para reduzir a capacidade do Irão de continuar a atacar o comércio internacional que flui através do corredor comercial internacional”.
A Guarda da Revolução iraniana anunciou esta madrugada ter atingido 85 instalações militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, em resposta a bombardeamentos dos Estados Unidos em território iraniano.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano emitiu uma “séria advertência sobre as consequências do incumprimento do acordo”.
Os últimos ataques lançados pelo Irão não causaram vítimas entre os militares norte-americanos nem danos significativos nas instalações, afirmou hoje um responsável militar norte-americano sob condição de anonimato à agência de notícias France-Presse.
“Todos os mísseis e drones lançados pelo Irão foram intercetados ou não conseguiram causar danos significativos”, disse o responsável , referindo-se à reação de Teerão aos ataques norte-americanos de terça-feira à noite.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio condenou veementemente o “ataque pecaminoso” contra o Kuwait e o Bahrein, enquanto a Jordânia condenou a “agressão brutal” do Irão ao Estado do Kuwait.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Jordânia ofereceu o seu apoio a “todas as medidas que o país tomar para proteger a sua soberania e a segurança” dos cidadãos do Kuwait.
Os Emirados Arábes Unidos afirmaram que os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) não podem ser “alvo da oscilação do Irão entre a escalada e o caminho da prudência, da estabilidade e da paz”.
“Os ataques iranianos contra navios comerciais do Qatar e da Arábia Saudita no Estreito de Ormuz e as repetidas agressões contra as nações irmãs do Bahrein e do Kuwait são um claro indício de que Teerão continua incapaz de cumprir as exigências da desescalada e virar a página da guerra”, declarou.
Pouco antes, o Kuwait tinha condenado os ataques contra o seu território e manifestado “a sua mais veemente condenação, nos termos mais severos”, aos “repetidos atos criminosos de agressão do Irão”, contra os quais “se reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias”.
O fogo cruzado aconteceu durante o funeral, que dura há vários dias, do líder supremo do Irão, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, morto a 28 de fevereiro, nos primeiros momentos da guerra.
[Notícia atualizada às 22h24]
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