“Ativámos a Avaliação das Necessidades Pós-Desastre (PDNA), uma estimativa abrangente que nos permitirá identificar as necessidades para a recuperação e reconstrução do país. Solicitámos também o apoio do PNUD para promover programas nas áreas de habitação e educação, bem como o programa de formação profissional e emprego para as comunidades afetadas”, explicou o ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yván Gil, num comunicado.
Gil manteve uma conversa com o administrador do PNUD, Alexander de Croo, a quem transmitiu a sua gratidão pela “disponibilidade” da organização internacional para “acompanhar a Venezuela” após os terramotos.
“Continuamos a avançar com a cooperação internacional, para apoiar os esforços do Governo Nacional em prol do nosso povo e do desenvolvimento nacional”, afirmou.
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 3.342 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há 96 cidadãos portugueses e lusodescendentes e 60 portugueses estão desaparecidos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.
Entre os 96 cidadãos portugueses mortos, em que 83 tinham também a nacionalidade venezuelana, estão 17 crianças e 79 adultos, indicou o MNE.
Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
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