O Conselho de Ministros divulgou, na semana passada, uma resolução que cria os certificados do tesouro Série 5, que pretendem “impulsionar o acesso a instrumentos de dívida pública com taxa fixa garantida, sem risco de perda de capital”.
Afinal, como funcionam?
Em causa está um produto dirigido a aforradores particulares com menor necessidade de liquidez e com uma maturidade de 10 anos, sem prejuízo da possibilidade de resgate antecipado após o primeiro ano, caracteriza-se pela aplicação de uma taxa de juro fixa, que cresce com o período de permanência, detalha-se no texto.
Cada unidade tem o valor nominal de um euro e a subscrição pode ser feita a partir de um mínimo de mil e até um máximo de um milhão de unidades.
Quanto rendem?
A taxa de juro do primeiro ano é de 2,35%, subindo para 2,45% no segundo e terceiro, para 2,65% no quarto e quinto, para 2,75% no sexto e sétimo, para 2,85% no oitavo e novo e, por fim, para 3,35% no décimo e último.
A resolução adianta que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP regula a emissão, a subscrição, a transmissão e o reembolso dos títulos.
Mais se adianta que os juros estão sujeitos a IRS e os títulos isentos do imposto de selo, desde que revertam a favor de herdeiros legitimários. Por fim, o capital investido está garantido na sua totalidade.
Com esta nova oferta, que complementa a dos certificados de aforro Série F, deixam de ser disponibilizados os Certificados do Tesouro Poupança Valor.

Atenção às poupanças: Cerificados de Aforro voltam a render mais em julho
Atualmente, a taxa de juro dos Certificados de Aforro está nos 2,215%, de acordo com a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), mas vai aumentar para 2,356%.
Beatriz Vasconcelos | 10:20 – 29/06/2026
Valor em certificados de aforro sobe pelo 20.º mês
O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em maio, pelo 20.º mês consecutivo, e atingiu os 42.447 milhões de euros, num crescimento homólogo de 13,2%, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Este é o valor mais alto investido em certificados de aforro (CA) desde o início da série do BdP, em dezembro de 1998, e representa uma aceleração face ao crescimento homólogo de 12,6% registado em abril.
Em termos nominais, havia no final de maio deste ano mais 4.949 milhões de euros aplicados em CA que no mesmo mês de 2025 e mais 756 milhões de euros que em abril. Maio foi, assim, o 20.º mês consecutivo de subida do valor global em certificados de aforro.
De recordar que, após uma forte procura, impulsionada com a subida das Euribor, os CA começaram a perder o interesse dos aforradores quando, em junho do ano passado, a série de certificados em comercialização (‘série E’) foi substituída pela ‘série F’, com uma taxa de juro mais baixa.
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