De acordo com os dados preliminares não oficiais divulgados pela televisão TA3, a participação eleitoral não atingiu os 20%.
Na Eslováquia, qualquer referendo só tem eficácia jurídica e é considerado legalmente vinculativo se a taxa de participação for superior a 50% de todos os eleitores inscritos.
Os eleitores votaram também sobre a abolição das pensões vitalícias de primeiros-ministros e presidentes do parlamento que tenham cumprido 10 anos de mandato, algo que, até agora, apenas o atual chefe de governo, o populista de esquerda Robert Fico, conseguiu.
O referendo foi convocado depois de o partido Demokrati, que não tem deputados eleitos, ter recolhido cerca de 384.000 assinaturas (são necessárias pelo menos 350.000), o que lhe permitiu submeter a sua petição ao chefe de Estado, Peter Pellegrini.
Este é o 10.º referendo na História deste país, que surgiu da secessão da Checoslováquia a 01 de janeiro de 1993.
Desde então, apenas um referendo — realizado em 2003 para questionar os eleitores sobre a integração na União Europeia – obteve votos suficientes para ser declarado válido e vinculativo.
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