As mortes e detenções foram resultado de uma operação realizada pelas forças de segurança iranianas em várias frentes nas cidades de Zahedan, Chabahar, Iranshahr, Jash e Taftan, adiantou a rádio iraniana IRIB.
A Guarda Revolucionária, a força militar de elite e órgão ideológico do Irão, também participou na operação.
“Um número significativo de armas ligeiras e médias foi descoberto e confiscado nos esconderijos e casas seguras destes terroristas”, indicou a rádio, citando o Ministério dos Serviços de Informações.
Entre as armas apreendidas estavam uma metralhadora Gurionov, três espingardas Kalashnikov, 17 pistolas Colt, 14 granadas e um dispositivo Starlink, que serve para ter internet de alta velocidade e baixa latência em locais onde as redes tradicionais não chegam.
“O Ministério da Inteligência pediu à população que denuncie qualquer atividade suspeita”, acrescentou a IRIB.
Esta operação foi justificada com a necessidade de neutralizar planos iminentes de ataques armados e atos de sabotagem que estavam a ser organizados por estas células radicais dentro do território iraniano.
Segundo o Ministério da Inteligência, os suspeitos operavam de forma clandestina e planeavam atacar posições militares e alvos civis.
As células estavam a tentar recolher dados de geolocalização e informações sobre o destacamento das forças de segurança para coordenar futuras emboscadas.
A operação surge como resposta direta a uma onda de ataques violentos registados nos últimos dias contra o regime iraniano, nos quais foram mortos dois soldados da Guarda Revolucionária Islâmica a tiro dentro das suas casas em Paveh, perto da fronteira com o Iraque.
O Governo iraniano acusa frequentemente estes grupos sunitas radicais de operarem como mercenários ou redes de espionagem financiadas por potências estrangeiras rivais (como Israel e os Estados Unidos) com o objetivo de desestabilizar a segurança nacional e alimentar divisões sectárias dentro do país.
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