O dia de hoje marca o arranque de um fim de semana movimentado com milhões de viagens e centenas de eventos para celebrar esta data.
O Serviço Nacional de Meteorologia alertou para “uma onda de calor prolongada e perigosa”, com os especialistas a preverem temperaturas recorde.
A capital Washington, onde se espera que o termómetro ultrapasse os 38 graus Celsius, está em alerta e as autoridades pediram aos participantes da Grande Feira Estadual Americana para o aniversário do país que tomem precauções.
Os organizadores de um grande concerto ao ar livre, previsto para hoje nas imediações do Capitólio, começará uma hora mais tarde do que o planeado.
Entretanto, Filadélfia — cidade que é considerada o coração da Revolução Americana — cancelou o desfile do Dia da Independência agendado para hoje “devido ao calor extremo”. Era esperada a participação de pessoas de todos os estados neste evento, considerado um dos maiores do país.
Cidades como Washington e Nova Iorque vão acolher grandes celebrações no sábado, que incluirão desfiles militares, festivais, concertos ao ar livre e fogo de artifício.
Na capital federal, foram instalados postos de água potável, pontos médicos e grandes ventiladores para quem assiste às celebrações no amplo parque National Mall.
“A segurança e o bem-estar de todos os participantes continuam a ser a nossa máxima prioridade enquanto celebramos este histórico 250.º aniversário da independência”, insistiu a Freedom 250, uma entidade promovida pela Casa Branca para organizar os eventos da capital.
O calor também levou a Amtrak a cancelar mais de 20 comboios no nordeste do país, numa das épocas mais movimentadas, quando se espera que mais de 72 milhões de norte-americanos viajem durante este fim de semana.
O país também acolhe o campeonato mundial de futebol e este sábado serão disputados dois jogos dos oitavos de final, Canadá-Marrocos em Houston e Paraguai-França em Filadélfia, com uma grande presença de adeptos.
Um relatório publicado hoje pela rede científica World Weather Attribution afirma que a intensidade combinada de calor e humidade no nordeste desta semana teria sido “praticamente impossível” sem os efeitos da poluição causada por combustíveis fósseis.
Com o calor extremo a aproximar-se, espera-se um uso recorde de ar condicionado, pelo que, para garantir a estabilidade das redes elétricas no leste dos EUA, foram ordenados que grandes consumidores de energia, incluindo centros de dados, trabalhassem em conjunto para evitar cortes de energia.
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