“A estimativa é de que existam centenas de minas no estreito de Ormuz, o que vai exigir um esforço de cerca de dois meses: são minas sofisticadas e avançadas que requerem capacidades e conhecimentos especializados não disponíveis a todos os países”, disse o comandante do Comando Conjunto de Operações (COVI), Giovanni Maria Iannucci, às comissões de Negócios Estrangeiros e Defesa da Câmara e do Senado italianos.
A Itália disponibilizou-se para liderar uma força internacional de desminagem do estreito de Ormuz, integrando uma iniciativa conjunta europeia com França, Reino Unido e Alemanha.
O Governo italiano aguarda apenas a autorização do parlamento para avançar com a intervenção, que inclui quatro navios de guerra, dois caça-minas de alta precisão, uma unidade de escolta de defesa aérea e um navio de apoio logístico.
Os caça-minas italianos já se encontram atracados na base militar de Djibuti, no Corno de África, o que permite à Marinha do país iniciar a desminagem poucas horas depois de receber autorização política.
“Uma missão multinacional para limpar o estreito de Ormuz tem de incluir a participação de atores não europeus e regionais também”, disse Iannucci.
Apesar de o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão, assinado há duas semanas, incluir uma cláusula para a reabertura do estreito de Ormuz, a presença de minas continua a impedir a normalização do tráfego marítimo.
Antes da guerra, um quinto do transporte de petróleo e gás mundiais passava pelo estreito de Ormuz.
A operação de remoção dos explosivos está em curso, mas o Irão recusou a participação de forças ocidentais, afirmando que a responsabilidade cabe exclusivamente ao país.
Atualmente, apenas 12 a 15 navios cruzam a região diariamente, um decréscimo drástico em relação ao volume habitual de 140 embarcações.
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