Portugal foi hoje eleito membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas logo na primeira volta, com 143 votos favoráveis, superando as candidaturas da Alemanha e da Áustria.
Esta é a quarta vez que Portugal integra o principal órgão das Nações Unidas responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais, após os mandatos de 1979-1980, 1997-1998 e de 2011-2012.
No voto subscrito por José Pedro Aguiar-Branco, refere-se que “a candidatura portuguesa, formalizada em 2013 e desenvolvida ao longo de mais de uma década, assentou num programa de três pilares: prevenção, parceria e proteção”. Um programa “traduzindo uma diplomacia preventiva, vocacionada para a construção de pontes entre continentes e para a proteção das populações e ancorada na tradição universalista de Portugal”.
“Este êxito é fruto de um esforço de Estado, que mobilizou sucessivos governos, presidentes da República e toda a rede diplomática nacional, e conheceu a sua fase decisiva sob a condução do ministro de Estado dos Estados Estrangeiros, Paulo Rangel, cuja ação determinada e mobilização internacional foram essenciais para o reconhecimento alcançado”, refere-se no voto.
A eleição de Portugal, refere-se no texto aprovado pelo Parlamento, “constitui o reconhecimento internacional da credibilidade, do prestígio e da coerência da política externa portuguesa”.
“Com este mandato, Portugal assume uma acrescida responsabilidade na defesa do multilateralismo, da Carta das Nações Unidas, do direito internacional e da resolução pacífica de conflitos num momento particularmente exigente para as Nações Unidas e para a ordem internacional”, acrescenta-se.
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