De acordo com o relatório, nos 26 países com um importante Serviço Público de Media, “as pessoas em geral são mais propensas a dizer que as notícias de serviço público têm um impacto social positivo do que negativo”, com 37% a apontar o lado positivo contra 22% negativo.
Contudo, este apoio “não está distribuído de forma uniforme, com opiniões mais diversas em locais onde a confiança nas notícias é menor e a polarização política é mais forte”, prossegue o DNR2026.
O relatório “observa grandes diferenças entre a esquerda e a direita nas atitudes em relação ao impacto social das notícias dos media de serviço público em países como os EUA, Alemanha, Espanha e Reino Unido”.
Ao analisar a diferença percentual entre as pessoas com opiniões positivas e negativas, “a perceção positiva líquida sobre o efeito das notícias do Serviço Público de Media na sociedade é mais forte em quatro mercados nórdicos, além de Portugal (42% de perceção positiva líquida, com 53% de perceção positiva e 11% de perceção negativa), onde as notícias televisivas continuam a ser uma fonte de informação notavelmente popular e a confiança geral nas notícias é elevada”.
Com 28 pontos percentuais, a positividade líquida é também elevada na Suíça (42% de perceção positiva e 14% de perceção negativa), onde um referendo para cortar drasticamente o financiamento da emissora pública suíça, SRG SSR, foi recentemente rejeitado.
Da análise, emergiram três grupos: um inclui países como a Finlândia e a Austrália que mostram um impacto social líquido positivo significativo do Serviço Público de Media (SPM). Outro, incluindo o Reino Unido e a República Checa, as opiniões sobre o efeito das notícias de SPM na sociedade são, “no geral, variadas, embora a maioria dos inquiridos nestes dois países considere as notícias das marcas de Serviço Público de Media fiáveis.
No terceiro, em que a confiança nas notícias varia entre 19 a 32%, mais inquiridos acreditam que as notícias de serviço público têm um impacto negativo na vida nacional do que aqueles que acreditam que têm um impacto positivo. Este grupo inclui a França e a Eslováquia.
A confiança nas notícias “em geral parece estar intimamente associada às atitudes em relação ao impacto social das notícias de serviço público”. Outro fator importante é o envolvimento com as notícias: “em locais onde o interesse por notícias e política é maior, onde as pessoas consomem notícias com frequência e de uma vasta gama de fontes, os inquiridos são mais propensos a ter uma visão positiva do efeito social das notícias de serviço público”, lê-se no documento.
Já o pagamento por notícias ‘online’ mantém-se nos 17% “nos 20 países onde acompanhamos este dado há vários anos”, indica o relatório. A maioria dos que pagam fazem-no “por benefícios diretos (81%), com 43% a referir o acesso a conteúdos que não conseguem obter de outra forma como uma das razões”. As motivações baseadas em valores também importam, com 46% dos pagadores a afirmar que são motivados por fatores como o apoio ao jornalismo devido à sua importância para a sociedade.
Com menos novos visitantes a aceder a ‘sites’, os ‘publishers’ [editores de media] estão cada vez mais focados em reter os subscritores existentes e na otimização da receita média por utilizador (ARPU) para angariar novos assinantes.
Os resultados do último trimestre de 2025 do New York Times indicam que os assinantes que pagam apenas pelo acesso às notícias desceu de 17% para 12%.
A Irlanda e a Austrália são os dois únicos países fora dos países nórdicos (Noruega e Suécia) onde mais de 20% das pessoas pagam agora por notícias.
O inquérito foi realizado em 48 mercados, com uma amostra total de 97.520.
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