Num comunicado, o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abul Gheit, afirmou num comunicado que o pacto, que deverá ser oficialmente assinado a 19 de junho, poderá criar “as condições certas para iniciar um processo de fim à guerra e alcançar uma estabilidade sustentável na região”, alertando para “as contínuas tentativas de Israel de minar o acordo e perpetuar o estado de guerra permanente”.
Abul Gheit destacou ainda os esforços diplomáticos feitos por vários países para alcançar o acordo e apelou às partes envolvidas para enfrentarem as negociações futuras “com espírito positivo”, bem como para se esforçarem por “alcançar uma solução pacífica para a crise”.
Por fim, sublinhou que “qualquer acordo final alcançado deve respeitar a soberania, unidade e integridade territorial dos Estados árabes e ter em conta as legítimas exigências árabes relativas à obtenção da segurança na região”, segundo um comunicado publicado pelo organismo, que reúne 22 Estados do Norte de África e no Médio Oriente.
Também os governos da Arábia Saudita e do Kuwait aplaudiram o acordo e elogiaram os esforços de mediação do Paquistão e do Qatar.
Riade sublinhou a importância de “restaurar a segurança e a liberdade de navegação no estreito de Ormuz ao ‘status quo’ antes de 28 de fevereiro”, data em que os Estados Unidos e Israel lançaram a sua ofensiva surpresa contra o Irão, que retaliou com o bloqueio desta importante passagem marítima, por onde circulava um quinto do petróleo mundial, bem como atacando vários países árabes da região.
“O Reino expressa a sua aspiração de alcançar uma paz que reforce a segurança da região e do mundo, alcançando um acordo permanente que tenha em conta os interesses de segurança dos países da região e cumpra o princípio do respeito pelos assuntos internos dos Estados”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita num comunicado.
Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait expressou o seu apoio a “todos os esforços destinados a resolver pacificamente disputas e conflitos” e expressou a esperança de que o memorando de entendimento “seja um passo importante para posições mais amplas na resolução de questões pendentes através de soluções sustentáveis que consolidem os princípios da boa vizinhança”.
“Isto contribuirá para lançar as bases para a segurança e estabilidade tanto a nível regional como internacional, e garantirá a continuação da liberdade de navegação no estreito de Ormuz”, afirmou o Kuwait, apelando às partes para que “participem nas próximas conversações com espírito positivo e construtivo, em apoio aos esforços para reforçar a cooperação, consolidar a estabilidade e alcançar a prosperidade para os povos da região e do mundo.”
Do lado iraquiano, o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudou que o acordo implica a “iminente reabertura do estreito de Ormuz à navegação marítima normal”.
“O Iraque sofreu profundamente com as consequências dos conflitos e guerras que afetaram a região, o que reforçou a sua firme convicção na importância de intensificar os esforços internacionais e regionais para evitar uma escalada e evitar uma deriva para novos confrontos”, afirmou num comunicado.
Bagdad sublinhou que a região precisa de “ação coletiva baseada nos princípios de segurança coletiva e cooperação mútua, que garanta estabilidade e segurança sustentáveis e realize as aspirações dos seus povos para o desenvolvimento e prosperidade”.
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