José Luís Carneiro falava aos jornalistas à entrada de uma reunião na AED Cluster Portugal – Associação Aeronáutica, Espaço e Defesa, em Lisboa, horas antes do debate quinzenal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Questionado sobre como o PS se deve posicionar perante uma aproximação do Governo ao Chega, o líder socialista defendeu que o seu partido “não tem necessidade de mudar o posicionamento” e está focado na construção de uma alternativa política para o país.
“Nós temos uma alternativa política para o país, apresentámo-la nas eleições, não saiu vencedora. Nós, entretanto, estamos a aperfeiçoar, a desenvolver, a melhorar essa proposta política alternativa”, frisou.
Carneiro disse que “olha como um observador para essa movimentações quotidianas” que classificou de “jogo político e ziguezague político”, mas reiterou que são questões que ao PS “verdadeiramente não dizem nada”.
Inquirido sobre se acredita que pode haver um entendimento entre o líder do Chega, André Ventura, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro para a viabilização do pacote laboral Carneiro afastou-se dessa discussão: “São assuntos que dizem a respeito a esses dois partidos”.
Depois de, esta terça-feira, ter dito que não recebeu qualquer convite de Montenegro para reunir sobre a reforma laboral ou a Prestação Social Única (PSU), o líder socialista frisou que é impossível que haja uma reunião a sós hoje com o chefe do Governo e que esse assunto será abordado no debate quinzenal desta tarde.
“A conversa vai haver direta, de certeza absoluta, no Parlamento, no debate quinzenal”, afirmou.
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