“A Ucrânia já apresentou todas as propostas, todas as opções diplomáticas, e esperamos que nos próximos meses surjam as condições para uma paz digna, seja pela força ou pela diplomacia. Temos de por fim a esta guerra com dignidade e com uma paz real”, disse Zelensky na sua mensagem diária.
O líder ucraniano comentou que “não é nada fácil” defender o país com meios anti-aéreos: “Temos de conseguir mais mísseis para a defesa aérea, mais sistemas, sobretudo mísseis balísticos. Os mísseis Patriot são uma prioridade”, afirmou, sem mencionar abertamente a polémica gerada na Polónia sobre os mísseis secretamente entregues pelos Estados Unidos a Kyiv.
Zelensky mencionou veladamente os ataques de médio e longo alcance contra infraestruturas russas, que afetam especialmente a estratégica península da Crimeia e regiões circundantes, onde há apagões e escassez de combustível.
“É importante que a nossa gente da Crimeia e de outros territórios ocupados compreendam o objetivo da Ucrânia de tornar a ocupação insustentável para o ocupante”, salientou.
A nível internacional, Zelensky apontou “debates sérios” com os seus aliados para “impor novos tipos de sanções à Rússia” que “limitem a sua capacidade de fazer a guerra”.
O líder ucraniano avançou que os seus serviços secretos alertaram para ataques planeados para breve pela Rússia: “É típico de Putin, fazê-lo depois das comemorações da Independência dos Estados Unidos e antes da cimeira da NATO na Turquia”, a partir de terça-feira.
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