Os resultados da sessão indicam que o indie tecnológico Nasdaq recuou 0,80%, o alargado S&P500 não conheceu qualquer variação (0,00%), ao passo que o seletivo Dow Jones Industrial Average estabeleceu um novo recorde, com uma valorização de 1,14%, para os 52.900,07 pontos.
“Os valores do setor dos semicondutores continuam a enfrentar dificuldades e apresentaram (hoje), no seu conjunto, desempenhos medíocres”, disse Patrick O’Hare, da Briefing.com, em declarações à AFP.
Foram os casos, nomeadamente, da primeira capitalização mundial Nvidia (-1,39%), mas também deAMD (-4,26%), Intel (-5,25%), Broadcom (-2,41%), Sandisk (-14,13%) e Micron (-5,49%).
“Mas este grupo registou desempenhos bolsistas simplesmente fenomenais no segundo trimestre (…). Portanto, é razoável esperar algum recuo”, relativizou O’Hare.
Estes recuos aproveitaram a outros nomes importantes do setor, como Apple (+4,84%), Microsoft (+1,62%) ou Amazon (+0,40%), mas também a outros setores, como o da saúde – AbbVie +3,96%; Eli Lilly +1,62% – ou do consumo corrente, ilustrado pelos supermercados (Walmart +2,78%; Costco +2,92%).
“No seu conjunto, o mercado resiste bem, apesar das perdas dos semicondutores”, resumiu O’Hare.
Na sua opinião, isto explica-se pelos números dececionantes do emprego. Em junho apenas foram criados 57 mil empregos nos EUA, quando a média das expectativas era quase o dobro (110 mil).
“Os investidores encontraram algum conforto nestes números, por poderem significar que a Reserva Federal não vai subir a taxa de juro”, leu O’Hare.
O mandato do banco central é duplo: garantir o pleno emprego e uma racha de inflação em torno dos dois por cento.
Para Wendy Edelberg, da Brookings Institution, “os efeitos da subida dos preços da energia, devido à guerra ao Irão, ainda não acabaram”, disse à AFP.
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