A presidente da Comissão Europeia destacou, numa mensagem publicada nas redes sociais, que “durante mais de três décadas” Haroldo V “serviu o seu país com cordialidade, humildade e um sentido de dever inabalável” e, “nos momentos de alegria e de tristeza, uniu os noruegueses”.
“Foi um verdadeiro europeu e um servidor do seu povo ao longo de toda a vida”, escreveu Ursula von der Leyen, que concluiu a publicação a lembrar o lema que Haroldo V adotou como monarca, e cujas “palavras permanecerão na memória: ‘Alt for Norge’ (Tudo pela Noruega)”.
Também o presidente do Conselho Europeu, António Costa, recorreu às redes sociais para expressar “profundo pesar” pelo falecimento do rei Haroldo, destacando igualmente que o monarca “dedicou a vida ao serviço do povo norueguês e era tido na mais elevada consideração, tanto no país como no estrangeiro”.
“O longo e dedicado serviço ao país será recordado com grande respeito”, afirmou o antigo primeiro-ministro português, que transmitiu as “mais sinceras condolências à Família Real, ao Governo e ao povo da Noruega neste momento de luto nacional”.
Afirmando-se “profundamente entristecido”, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, também recorreu às redes sociais para transmitir condolências à família real e à “aliada Noruega”, país-membro da Aliança Atlântica, e elogiar o legado de Haroldo V.
“Ao longo dos seus 35 anos no trono e além deles, revelou-se um líder dedicado. As origens militares fizeram dele um defensor das forças armadas norueguesas e um amigo de longa data da NATO”, comentou Rutte.
De muitas capitais europeias surgiram também reações à morte de Haroldo, com mensagens de condolências que invariavelmente elogiam o legado do monarca norueguês.
“É com profunda tristeza que tomo conhecimento do falecimento” do rei Haroldo, que “trabalhou incansavelmente, ao longo de todo o reinado, para reforçar os laços que unem a Noruega e a França”, comentou o Presidente francês, Emmanuel Macron, acrescentando guardar na memória “a calorosa receção” do monarca em Oslo, em junho de 2025.
Por seu lado, o chanceler alemão, Friedrich Merz, sublinhando que a morte de Haroldo V “entristece todos profundamente”, afirmou que “a Noruega perdeu uma grande figura, que simbolizava a prudência e a unidade”.
“Nestes dias de luto, desejo muita força à família real e ao povo norueguês”, declarou.
Também a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, recorreu às redes sociais para manifestar o “mais profundo pesar” pelo falecimento de “um soberano que serviu a sua nação com equilíbrio, autoridade e um profundo sentido das instituições, contribuindo, ao longo do seu longo reinado, para reforçar os laços entre a Noruega e a Itália”.
Já o Presidente finlandês, Alexander Stubb, sublinhou que “o rei Haroldo V será recordado pelo serviço de longa data e dedicado como chefe de Estado, pela capacidade de unir os noruegueses de todas as classes sociais e pelo compromisso inabalável em manter a esperança e a confiança no futuro em todos os momentos”.
Também de Israel chegaram a Oslo mensagens de condolências, com o Presidente israelita, Isaac Herzog, a recordar o apoio que o monarca prestou, no início do reinado, à conclusão dos acordos de Oslo entre israelitas e palestinianos.
“O rei Haroldo V, que amava o seu povo e era por ele amado, serviu a sua nação como rei com lealdade e dedicação durante mais de 35 anos”, sublinhou Herzog.
O desaparecimento de Haroldo V já merecera mensagens de condolências e de homenagem de casas reais de toda a Europa, designadamente do Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Países Baixos, Bélgica e Espanha, com todos os monarcas a recordarem o rei norueguês como um “homem notável”.
O rei Haroldo V da Noruega, que se encontrava hospitalizado devido a complicações relacionadas com uma doença sanguínea, morreu aos 89 anos, anunciou o Palácio Real norueguês.
“É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de sua majestade o rei Haroldo. O rei Haroldo faleceu pacificamente no Hospital Nacional [Rikshospitalet] na sexta-feira, 28 de agosto, às 06:35” (05:35 em Lisboa, de acordo com um comunicado.
Decano dos monarcas da Europa, Haroldo V, que assumiu o trono da Noruega em 1991, após a morte do pai, rei Olav (1903-1991), sofria de anemia hemolítica, uma doença do sangue que provoca a destruição anormalmente rápida dos glóbulos vermelhos, e estava internado há cerca de uma semana.
O príncipe herdeiro, de 53 anos, tornou-se hoje Rei Haakon VII e chefe de Estado da Noruega.
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