Numa conferência de imprensa conjunta com Dubravka Suica, o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelaty, classificou como “francas e construtivas” as conversações com a comissária europeia e afirmou que incluíram, inclusivamente, a cooperação, a visão do Egito sobre os conflitos no Golfo Pérsico, os territórios palestinianos, o Líbano, a Líbia, o Iémen e o Sudão.
“Mantivemos conversações francas e construtivas sobre como fortalecer a aliança estratégica integral no âmbito das prioridades acordadas que procuram alcançar segurança, estabilidade e prosperidade não só no Egito e nos países da UE, como também na região mediterrânica, assim como impulsionar as relações económicas, de investimento e comerciais entre o Egito e a UE”, disse Abdelaty.
Entre as prioridades, destacou, figuram “setores prioritários como os combustíveis fósseis, as energias novas, renováveis e limpas, a migração, o desenvolvimento humano e a solução dos desafios comuns”, para além do fortalecimento do diálogo político entre o Egito e o bloco europeu.
Pediu ainda que se acelere a transferência de 3.000 milhões de euros, de um pacote de ajuda financeira da UE ao Egito com um valor de 7.400 milhões de euros, para ajudar o país africano a mitigar a sua crise económica.
O chefe da diplomacia egípcia afirmou que as dificuldades financeiras do Egito se agudizaram devido às crises no Médio Oriente e às perdas no canal do Suez.
Explicou que do pacote total o Cairo já recebeu 2.000 milhões de euros dos 5.000 milhões em ajuda direta. O pacote de 7.400 milhões prevê ainda 1.800 milhões para ajudar os investimentos do setor privado no país.
“Recebemos 2.000 milhões de euros e esperamos que a UE acelere a transferência dos outros 3.000 milhões de euros em dois momentos: o primeiro durante os próximos dias (…) e o último [de 1.500 milhões de euros] no princípio do outono”, disse.
Referiu ainda os “grandes esforços do Egito para combater a migração irregular, para além de enfrentar os grandes desafios de acolher no Egito mais de 10 milhões de refugiados”.
Sobre isto exortou também a UE a “acelerar a transferência de 200 milhões de euros acordados para ajudar o Egito a enfrentar o problema”.
Por último, aseguró que coincidió con la comisaria en “la necesidad de impulsar la cooperación entre Egipto y la UE a niveles más amplios y sin precedentes”.
Dubravka Suica sublinhou, por seu lado, a importância da associação estratégica com o Egito, assim como do Novo Pacto para o Mediterrâneo, um projeto que se desenvolve em colaboração com os parceiros da região, incluindo os países do Médio Oriente, norte de África e os Estados do Golfo.
Sublinhou, ainda assim, a importância de combater a migração irregular, em garantir estabilidade e segurança e garantiu que a UE quer aumentar a sua ajuda, em particular no apoio à economia verde, mas disse que a UE quer que isso “se faça passo a passo”.
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