“A UE saúda os esforços destinados a garantir que o Irão ponha termo às atividades desestabilizadoras e se envolva de boa-fé em negociações de paz, nomeadamente através de uma pressão económica adicional, incluindo por via da operação norte-americana de isolamento económico do Irão”, reagiu a Comissão Europeia em comunicado.
Bruxelas salientou serem necessários esforços diplomáticos continuados para alcançar um acordo de paz, restaurar a estabilidade regional e garantir a “plena liberdade de navegação e a segurança do trânsito através do estreito de Ormuz”, de acordo com a mesma nota.
Por essa razão, “a UE mantém-se pronta a adotar novas medidas, sempre que necessário, para salvaguardar a sua segurança e os seus interesses, incluindo a liberdade de navegação através do estreito de Ormuz”, acrescentou.
A posição europeia surgiu depois de os Estados Unidos terem atacado no domingo lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak, no estreito de Ormuz, alegando que estavam preparados para colocar minas na importante rota marítima.
O Irão respondeu com ataques contra posições norte-americanas na Jordânia, numa nova escalada das hostilidades.
Hoje, o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o Irão “não procura a guerra”, mas responderá às agressões, na sequência dos ataques entre os dois países durante a noite.
No comunicado, a UE recordou que adotou “sanções abrangentes” para impedir o Irão de explorar a economia mundial e o sistema financeiro para sustentar ações hostis e pôr em causa a segurança internacional, acrescentando que continuará a trabalhar em estreita coordenação com os Estados Unidos, os restantes parceiros do G7 [grupo dos sete países mais industrializados do mundo] e outros parceiros internacionais para “manter a pressão sobre o Irão e contribuir para a redução das tensões e a estabilidade regional”.
A UE reiterou, ainda, a pressão sobre o programa nuclear e de mísseis balísticos iraniano, as atividades consideradas desestabilizadoras na região e na Europa, o apoio militar de Teerão à guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e a violência e repressão contra a população iraniana.
A escalada militar voltou a colocar no centro das preocupações internacionais a segurança da navegação no estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.
Leia Também: Von der Leyen pede que UE avance com União da Poupança e Investimento



