“Em cooperação com a Suécia, continuamos a reforçar a aviação de combate da Ucrânia”, afirmou Zelensky no Facebook.
A chegada dos primeiros caças, adiantou o Presidente ucraniano, acontece na sequência de um acordo com o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, no final de maio.
Durante uma visita na altura ao país escandinavo, Zelensky anunciou que Kiev iria comprar até 20 caças Gripen E, e a Suécia comprometeu-se a doar 16 modelos C/D mais antigos, para reforçar no imediato as defesas aéreas do país.
Também hoje, a Ucrânia assinou um contrato com a Suécia para a aquisição de 16 Gripen E, anunciou a fabricante aeronáutica Saab, avaliando a transação em 24,6 mil milhões de coroas suecas (2,2 mil milhões de euros).
O Grupo Saab indicou que planeia entregar as aeronaves entre 2029 e 2030 e que o contrato abrange também peças de substituição, bem como componentes e equipamentos relacionado.
Em 2024, a Suécia suspendeu o seu plano de enviar aviões Gripen para a Ucrânia depois de os países parceiros terem solicitado que fosse dada prioridade ao fornecimento de caças F-16 norte-americanos.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 – após a desagregação da antiga União Soviética – e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.
No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões – Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia – além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).
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