“Os países com os quais a Ucrânia assinou acordos intergovernamentais sobre este assunto terão a oportunidade de comprar armas e tecnologia ucranianas e trabalhar diretamente com os fabricantes ucranianos”, indicou o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, na rede social Telegram.
Desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, a Ucrânia tem dependido dos seus aliados ocidentais para muitas categorias de armamento, mas, ao longo dos últimos quatro anos, foi desenvolvendo tecnologias próprias, sobretudo drones e defesas antiaéreas.
Segundo Fedorov, o objetivo é “atrair investimento e, ao mesmo tempo, garantir que as necessidades das forças armadas ucranianas são satisfeitas prioritariamente”.
Nesse sentido, alertou que as vendas só serão possíveis “se o fornecimento de armas ao exército ucraniano for garantido”.
De acordo com a primeira-ministra, Yulia Svyrydenko, entre 20% e 30% das receitas destas exportações serão destinadas a “um fundo especial no orçamento estatal dedicado ao desenvolvimento da indústria de defesa ucraniana”.
A preparação desta iniciativa foi anunciada em setembro de 2025 pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que na altura esperava vender drones aos Estados Unidos.
Segundo dados do Instituto Kiel, na Alemanha, a Ucrânia recebeu mais de 214 mil milhões de euros de ajuda de países europeus e mais de 115 mil milhões de euros dos Estados Unidos desde 2022.
As negociações entre Kyiv e Moscovo, patrocinadas por Washington, estão praticamente paralisadas desde fevereiro, altura em que começou a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
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