Numa intervenção, no Fórum Nacional de Seguros, organizado pelo Eco Seguros, no Porto, o líder associativo louvou a intenção de avançar com um sistema de proteção do risco catastrófico, “porque é o Estado a assumir que não pode estar sempre à espera ou disponível para ajudar alguém que tenha um infortúnio, porque isso está metido na nossa cultura portuguesa”.
“Não é preciso fazer seguro porque no final do dia, se tiver um problema, o Estado vai ajudar”, destacou Galamba de Oliveira, apontando que isso está enraizado na cultura portuguesa.
“O que nós temos é de sensibilizar a população de que tem de tomar conta do seu património”, salientou.
“Se tem património, tem também responsabilidade de tomar conta do seu património e não estar à espera de uma terceira entidade para fazer por ele”, referiu Galamba de Oliveira.
O presidente da APS assegurou que não teve, do ponto de vista político, “nenhuma mensagem de insatisfação perante a resposta do setor segurador ao comboio das tempestades”.
“Pelo contrário, eu acho que há um reconhecimento geral da sociedade, dos políticos, dos partidos no Parlamento” acerca do “papel importante do setor segurador na resposta que teve a esta situação”, ainda que, recordando, no entanto, que houve 210 mil sinistros, admita que “não há nenhuma organização, nenhum sistema no mundo preparado, dimensionado para estes picos”.
Galamba de Oliveira alertou ainda para o nível de fraude detetado nos pedidos de pagamento de sinistros relacionados com o comboio de tempestades, após a decisão de aceitar pedidos com base em fotografias.
“Descobriram-se coisas inacreditáveis”, salientou, apontando “muita criatividade” nesta matéria.
“Nós temos de ter uma capacidade de, pelo menos, identificar estas situações e nós deveríamos ter a capacidade de criar em Portugal uma base de dados de entidades causadoras de fraude”, defendeu, explicando que o setor devia estar informado sobre “quem comete uma fraude nas seguradoras”.
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