O militar transmitiu os filmes durante a guerra de 12 dias entre Israel e o Irão, em junho de 2025, e “recebeu um pagamento em troca”, especificou o Exército israelita, acrescentando que também tinha partilhado vários filmes captados em áreas civis.
Segundo o comunicado, o Tribunal Militar sublinhou a gravidade dos atos — cometidos por um soldado enquanto Israel estava em guerra —, referindo, no entanto, que as informações transmitidas não tinham sido obtidas no exercício de funções oficiais.
As imagens enviadas de locais civis incluíam um filme que mostrava o impacto de um míssil, que o militar tinha encontrado na internet, afirmou o Exército.
“Por fim, sentindo-se pressionado, o arguido informou a unidade militar que estava em contacto com um agente estrangeiro”, indicou o Exército.
“No dia seguinte, foi detido pelo Shin Bet” (serviços de informações militares), acrescentou o comunicado, sem especificar a data exata da detenção.
O militar tinha sido contactado através da conta na rede social Telegram, recebendo mensagens sobre se queria “ganhar dinheiro a realizar tarefas de fotografia”, disse o Exército.
A Procuradoria Militar tinha solicitado uma pena de sete anos de prisão para o militar, cuja identidade não foi revelada.
“O tribunal condenou o arguido a cinco anos de prisão, além de uma pena suspensa, uma multa e despromoção”, acrescentou o comunicado.
Em junho de 2025, Israel atacou o Irão, numa guerra de 12 dias durante a qual Teerão também disparou mísseis contra Israel.
Os Estados Unidos, aliado de Israel, entraram na guerra durante os dias finais.
Os dois país aliados atacaram o Irão uma segunda vez a 28 de fevereiro, matando o Líder Supremo iraniano, Ali Khamenei, no primeiro dia da campanha aérea.
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