“As redes de tráfico tendem a aproveitar a vulnerabilidade e a urgência das comunidades afetadas para se aproximarem com falsas promessas de emprego, apoio financeiro, oportunidades educativas ou carreiras desportivas”, indicou Dayan Corrales, coordenadora do Programa de Tráfico de Pessoas da OIM na Colômbia.
Entre as principais situações de exploração encontram-se a exploração sexual comercial, o trabalho forçado, a mendicidade forçada, o casamento servil e a adoção ilegal, segundo o organismo, que alertou especialmente para os riscos para as pessoas alojadas em albergues coletivos temporários.
A OIM, que faz parte do sistema das Nações Unidas, recomendou às famílias que verifiquem se as ofertas de transporte, alojamento ou ajuda vêm de instituições oficiais e que consultem os funcionários humanitários antes de aceitar propostas de trabalho ou assistências que impliquem deslocar-se para fora da sua cidade ou do país.
A Organização Internacional para as Migrações também lembrou que nenhum procedimento legítimo exige entregar documentos de identidade, próprios ou de menores, a particulares.
O organismo pediu, ainda, para que seja redobrada a proteção de crianças e adolescentes, que devem permanecer acompanhados pelos seus familiares, e fazer uso responsável das redes sociais e aplicativos de mensagem, onde ofertas falsas podem ser divulgadas.
A OIM informou que já está a trabalhar nas áreas afetadas pelo terramoto para identificar necessidades e riscos de proteção, e prepara ações de prevenção em abrigos e centros comunitários, além de divulgar os canais disponíveis para denunciar possíveis casos de tráfico.
O número de mortos pelo sismo que atingiu a Colômbia na passada segunda-feira subiu para 294, mais seis do que na última contagem de sexta-feira, enquanto o número de desaparecidos aumentou para 320, segundo um boletim divulgado hoje pela Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD).
A agência aumentou ainda o número de feridos para 3.935 e informou que foram resgatadas 353 pessoas.
O número de famílias afetadas atingiu as 54.008, representando 115.461 pessoas em 448 municípios de 15 dos 32 departamentos do país.
O número de casas destruídas aumentou de 12.504 para 14.493, enquanto outras 81.506 foram danificadas e 66 edifícios ruíram, sobretudo em Cali e Pereira, capitais dos departamentos de Valle del Cauca e Risaralda, respetivamente, dois dos mais atingidos.
Os prejuízos atingiram ainda 241 centros de saúde, 2.612 escolas e 3.621 centros comunitários, além de 298 estradas, 59 aquedutos, 44 pontes rodoviárias, cinco passadiços e cinco aeroportos.
O balanço inclui ainda 188 animais resgatados e 578 pessoas afetadas pelo sismo, que registou uma magnitude de 7,4, na escala de Richter, cujo máximo é 10, segundo o Serviço Geológico da Colômbia (SGC).
Este foi o sismo mais forte a atingir a Colômbia nos últimos 25 anos e afetou também os departamentos de Caldas, Quindío e Chocó, na região do Pacífico colombiano, onde se localizou o epicentro, no município de San José del Palmar.
De acordo com o Serviço Geológico da Colômbia (SGC), até à noite de sexta-feira última tinham sido registadas 256 réplicas, 17 delas com magnitude superior a 3,0 e duas acima de 4,0.
Leia Também: Morreu Daniela Largo, o símbolo de “esperança” do sismo na Colômbia



