O Presidente da República, António José Seguro, aceitou o pedido de audiência do Chega e vai receber o presidente do partido, André Ventura, na quarta-feira, pelas 17h30. Em causa estão as alegadas ameaças do ministro da Administração Interna, Luís Neves.
“O CHEGA informa que a audiência solicitada com caráter de urgência ao Senhor Presidente da República terá lugar amanhã (15 de julho), pelas 17h30”, indicou fonte do partido.
A audiência foi “requerida na sequência das ameaças dirigidas ao presidente do Chega por parte do ministro da Administração Interna” e, na reunião, o partido reafirmará a “gravidade da situação e a necessidade de assegurar o pleno respeito pelos princípios do Estado de Direito, pelo regular funcionamento das instituições democráticas, pela fiscalização democrática e pela liberdade de atuação da oposição”.
O Chega alega que no debate quinzenal de 27 de maio, enquanto Ventura intervinha sobre o SIRESP, o ministro da Administração Interna dirigiu ameaças a André Ventura.
Para sustentar essa acusação, o Chega divulgou nas redes sociais um excerto das imagens capturadas pela ARTV do momento em questão. Contudo, não são audíveis as palavras do ministro Luís Neves.
Segundo a leitura do Chega, que legendou o vídeo, Luís Neves teria afirmado que Ventura iria pagar pelo que estava a dizer no plenário sobre o SIRESP.
Entretanto, Luís Neves rejeitou publicamente estas acusações e acusou o Chega de ter divulgado nas redes sociais “imagens truncadas”, estranhando o momento da divulgação.
Na segunda-feira, o líder do Chega justificou que começou “por desvalorizar” o caso, por “entender que tinha sido o calor do momento”, até ter recebido “denúncias mais sérias da ameaça e do abuso de poder que tinha sido determinado pelo ministro da Administração Interna”, o que considerou “absolutamente inaceitável”.
Recusando ter manipulado o vídeo divulgado nas redes sociais, Ventura defendeu que “não pode haver ministros com poderes absolutos, nem pode haver a ameaça de usar a PJ, a PSP ou a GNR contra partidos políticos ou contra opositores, calando jornalistas e partidos políticos sobre esta matéria”.
[Notícia atualizada às 16h27]

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Natacha Nunes Costa | 09:03 – 14/07/2026



