O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, apresentou esta segunda-feira, dia 31 de agosto, a sua demissão ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após vários meses de divergências com o secretário de Defesa, Pete Hegseth.
A notícia é avançada pelo Wall Street Journal (WSJ) que explica que as divergências estarão relacionadas com a orientação do exército e a demissão de vários oficiais superiores.
Uma das fontes afirmou também à CNN que a decisão era esperada, dada a tensão entre Driscoll e o secretário da Defesa, Pete Hegseth e, portanto, é expectável que Driscoll deixe o Pentágono dentro de dias.
Dan Driscoll, de 39 anos, ocupava o cargo de secretário do Exército desde 5 de fevereiro de 2025 após nomeação pelo Presidente Donald Trump e confirmação pelo Senado.
Dan Driscoll é amigo próximo e ex-conselheiro do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. Foi também oficial do Exército durante quatro anos, tendo sido enviado para o Iraque em 2009.
Em 2011, deixou a atividade militar e licenciou-se em Direito na Universidade de Yale.
De salientar que Driscoll é o mais recente funcionário a demitir-se (ou a ser demitido). Em abril, o secretário da Defesa demitiu o chefe do estado-maior do exército norte-americano, Randy George.
O general Christopher Donahue, demitiu-se inesperadamente em junho.
O general Christopher LaNeve, que ascendeu rapidamente sob a liderança de Hegseth, ocupou o lugar de George como chefe interino do Estado-Maior do Exército.
Driscoll era um aliado de George e lamentou a sua saída, assim como congressistas republicanos e democratas.
Perante o Congresso em abril, afirmou que ele e a sua família foram a casa de George após a sua demissão e que todos o “abraçaram».
“Dito isto, a liderança civil, o modelo do nosso sistema, é que eles podem escolher os líderes que querem”, acrescentou Driscoll.
“Extremamente eficaz” e “liderança excecional”
Ao anunciar a saída, a Casa Branca não apresentou motivos, mas deixou elogios a Driscoll.
“O secretário Driscoll tem sido extremamente eficaz na promoção da agenda do Presidente Trump para ‘Tornar a América Forte Novamente’ no Departamento do Exército, demonstrando uma liderança excecional durante operações militares históricas, restaurando a ênfase na prontidão e letalidade, auxiliando nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia, e muito mais”, disse a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, em comunicado.
“O Exército dos Estados Unidos está mais poderoso do que nunca graças ao seu trabalho ao lado do comandante-chefe e do secretário da Guerra”, acrescentou.
De notar que, na semana passada, a NBC noticiou que Driscoll tinha informado pessoas próximas de que gostaria de renunciar ao cargo a partir do Dia do Trabalho (nos Estados Unidos, celebrado na primeira segunda-feira de setembro, este ano no dia 07).
A mesma fonte adiantou que Trump pretendia que Driscoll se mantivesse no cargo pelo menos até ao final do ano.
Saliente-se que o secretário do Exército é o civil que chefia o Departamento do Exército, dentro do Departamento de Defesa.
É o responsável máximo por todos os assuntos do Departamento do Exército – recrutamento, pessoal, instalações, aquisição de armamento e equipamento, comunicações e gestão financeira – e apresenta e justifica as políticas, planos, programas e orçamentos do Exército ao secretário de Defesa e às comissões do Congresso.
Na prática, supervisiona operações, modernização e a alocação de recursos para quase um milhão de soldados ativos, da Guarda Nacional e da Reserva, além de mais de 265 mil civis que trabalham para o Exército.
[Notícia atualizada às 23h46]
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