À medida que os dias passam e que o número de mortos aumenta, mais histórias vão sendo conhecidas sobre as vítimas e sobreviventes dos sismos que abalaram a Venezuela na semana passada.
Enquanto algumas dessas histórias são de superação – com pessoas que conseguiram sobreviver apesar de passarem horas (ou dias) sob os escombros, outras morreram instantaneamente, esmagadas pelos prédios que desabaram.
É o caso de Natália, uma jovem que vivia em Espanha mas estava em La Guaira com o marido e a filha para visitar familiares. O prédio desabou enquanto estavam lá dentro.
Pai e filha sofreram apenas ferimentos leves, mas Natália, que estava junto do marido no momento do sismo, acabou por morrer. Coube ao companheiro contar à sogra, Rosario Díaz, por telefone, que a filha havia falecido: “Ele ligou-me disse que a Natália estava com ele, mas que agora era mais um anjo no céu”, revela a mãe da vítima, citada pela Telecinco.
Natália tinha 34 anos e nacionalidade colombiana e espanhola. Era engenheira elétrica e a notícia da sua morte deixou a localidade de Guillena, em Sevilha, devastada. Isto porque, naquela localidade, todos se lembram que, há vinte e um meses, ela precisou de um transplante de rim, que acabou por ser doado pela própria irmã.
A Câmara Municipal de Sevilha decretou um dia de luto oficial pela morte de Natália.
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.719 mortos e 5.034 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos 60 portugueses e lusodescendentes, e outros 86 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
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