O Partido Social Democrata (PSD) registou as melhores contas entre os partidos com assento parlamentar, em 2025, tendo quase duplicado os lucros face ao ano anterior. No extremo oposto, o Bloco de Esquerda (BE) deu um trambolhão e o Partido Socialista (PS) também fechou o ano com resultados negativos, embora tenha recuperado do prejuízo registado em 2024.
Os sociais democratas passaram de quase 1,3 milhões de euros em lucro, em 2024, para 2,4 milhões de euros, em 2025, de acordo com os dados divulgados pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) avançados pelo Público e consultados pelo Notícias ao Minuto.
O aumento das receitas é explicado, em parte, pelas subvenções estatais, tendo em conta que o partido encabeçado por Luís Montenegro recebeu mais 698.698 euros face ao ano anterior. Nas despesas, saltam à vista 36 multas de trânsito, entre os 500 e os 60 euros, bem como duas multas ao Tribunal Constitucional, de 6.433,50 e 3.408 euros.
O Chega, que desceu para segundo lugar, não comunicou detalhes das ações de propaganda política e meios nelas utilizados. Contudo, reportou um lucro de 1,36 milhões de euros, valor inferior aos 1,53 milhões de 2024, e gastos de 9.968.961,73 euros, face aos 2.442.675,37 euros do ano anterior. Acresce que, segundo o documento disponibilizado pelo órgão regulador, o partido de André Ventura recebeu mais 1,3 milhões de euros em subsídios e doações do que em 2024.
O PS, por seu turno, conseguiu encurtar as perdas, mas fechou 2025 com -696 mil euros. Ainda assim, em 2024, o valor ascendia aos 984 mil euros.
Entre as despesas destacam-se 23.538,51 euros na candidatura de José Luís Carneiro à liderança dos socialistas. Não foi promovida qualquer angariação de fundos em 2025, ao contrário do que aconteceu em 2024, ano em que o PS acumulou 22.942,23 euros. No entanto, os donativos aumentaram de forma substancial, tendo passado de 198.282,15 euros para 391.272,20 euros.
O Livre foi o partido cujos lucros mais aumentaram, ao passar de 57.766,37 euros para 265.904,43 euros. A subida na subvenção estatal certamente ajudou a alcançar este resultado (819.695,78 euros face a 590.190,55 euros), além da contenção nos gastos. Por exemplo, as despesas com o congresso do partido não chegaram aos 17 mil euros.
Os resultados da Iniciativa Liberal (IL) foram mais contidos, passando de lucros de 20.444,55 euros, em 2024, para 23.605,82 euros, em 2025. Nas despesas, há um claro destaque na comunicação digital, no marketing e na gestão de redes, que resultaram em gastos de quase 30 mil euros.
Já o Partido Comunista Português (PCP) obteve um lucro de 651.681,43 euros, em 2025, uma diminuição face aos 695.874,41 euros registados em 2024. Ainda que a subvenção estatal tenha diminuído (747.953,32 euros para 671.765,46 euros), a angariação de fundos passou de 346.774,54 euros para 552.906,95 euros. Também o CDS registou perdas no ano passado, com um total de 284.696,97 euros face aos 338.072,62 euros de 2024, enquanto o PAN conseguiu manter-se em linha com os resultados anteriores (3.822,94 euros, em 2025, e 3.825.18 euros, em 2024).
O BE deu um trambolhão, tendo passado de um lucro de 122.156,13 euros, em 2024, para um saldo negativo de 169.677,70 euros, em 2025. Aliás, a XIV Convenção Nacional foi a despesa que mais pesou, ao acumular perdas em 63.220,88 euros.
O Juntos Pelo Povo (JPP) não entregou as contas relativas a 2025.
[Notícia atualizada às 09h44]
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