“No segmento habitacional, os dados acumulados nos primeiros sete meses do ano apontam para trajetórias opostas entre o número de projetos habitacionais licenciados e o número de fogos licenciados. Com efeito, foram licenciados 11.441 projetos, menos 7,7% do que em igual período de 2025, enquanto o número de fogos licenciados aumentou 4,5%, para um total de 25.854 habitações”, avança a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN).
No que diz respeito ao consumo de cimento, os dados da mais recente Síntese Estatística da Habitação da associação apontam para a manutenção da trajetória de crescimento que vem registando, tendo cindo consumidas 2.505 mil toneladas até final de julho, um crescimento homólogo de 6%.
Segundo a AICCOPN, a evolução positiva estendeu-se ainda ao mercado de crédito à habitação, com o montante de novo crédito concedido até ao final de julho, excluindo renegociações, a atingir 14.509 milhões de euros, mais 11,3% face ao mesmo período de 2025.
No mesmo sentido, também a avaliação bancária da habitação registou uma valorização em julho, com o valor mediano a crescer 15,2% face ao mesmo mês do ano anterior.
Por tipologia, os apartamentos apresentaram a maior valorização, com um aumento de 16,5%, enquanto o valor mediano das moradias cresceu 13,6%.
Analisando em mais detalhe a Área Metropolitana de Lisboa, a AICCOPN indica que, nos 12 meses terminados em julho, foram licenciados 5.727 fogos em construções novas, o que representa um aumento de 6% face aos 5.394 alojamentos licenciados no período homólogo.
Do total de fogos licenciados, 17% dizem respeito a tipologias T0 ou T1, 35% a T2, 32% a T3 e 16% a T4 ou superior.
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