O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou, esta segunda-feira a sua demissão, revelando também que o sucessor vai ser conhecido até ao final do verão.
Num discurso visivelmente emocionado desde o início, Starmer falou sobre o trabalho que foi desenvolvido para dar um novo rumo ao Partido Trabalhista.
“Todas as decisões que tomei foram para colocar o país que eu amo em primeiro lugar. É por isso que me vou demitir da liderança do Partido Trabalhista”, afirmou.
Starmer explicou também que tinha falado com o Rei Carlos III esta manhã, anunciando-lhe a sua decisão.
Sobre a sua jornada em cargos de liderança, Starmer considerou que os dois anos como primeiro-ministro foi o momento que mais o orgulhou na sua vida.
“Há seis anos, herdei um Partido Trabalhista que se encontrava em falência política, financeira e moral”, considerou, dando conta de que ouviu muitas vezes que o partido “estava acabado”.
“Disseram-me repetidamente que o meu partido estava acabado, que estávamos condenados a ficar na história, que era impossível obter uma maioria nas eleições gerais, quanto mais uma maioria esmagadora”, apontou.
Starmer disse durante a sua comunicação ao país que iria ficar no cargo até que o processo para que um novo líder do Partido Trabalhista fosse encontrado, garantindo que “fará de tudo para garantir uma transição de poder tranquila”.
O chefe de governo britânico referiu ainda, já no final do seu discurso, que vai dar o apoio necessário a quem quer que venha a suceder-lhe no cargo, referindo que este futuro responsável irá herdar um país “mais forte” do que o que o próprio herdou há dois anos. O Reino Unido está agora “mais bem preparado para os desafios que se avizinham, assim como para garantir que o Partido Trabalhista tem um segundo mandato em Downing Street.
“Quero agradecer a todos os amigos e colegas que estiveram ao meu lado nestes últimos seis anos pelo seu incrível empenho, dedicação e apoio. Quero agradecer à brilhante equipa do N.º 10 e à extraordinária função pública do nosso país, que dedica a sua vida ao serviço público”, referiu.
Em jeito mais particular, rematou: “E quando deixar o cargo mais importante do país, vou dedicar mais tempo ao trabalho mais importante: ser o melhor marido possível para a minha fantástica esposa Vic, que tem sido um pilar ao meu lado nos bons e maus momentos, e ser o melhor pai possível para os meus lindos filhos, que são o meu orgulho e a minha alegria. Muito obrigado.”
Keir Starmer, cuja impopularidade é refletida nas sondagens, estava sob intensa pressão interna para se demitir na sequência de vários erros políticos e após maus resultados nas eleições locais e regionais de maio.
[Notícia em atualização]



