No trimestre que terminou em junho, as receitas do negócio de retalho da empresa detida pela Associated British Foods (ABF) ascenderam a 2.920 milhões de libras (cerca de 3.390 milhões de euros), 4% acima do valor registado no mesmo período do exercício anterior.
A cadeia têxtil indicou que as novas lojas contribuíram, neste trimestre, com 5% para o crescimento das receitas, com um bom desempenho em mercados-chave de crescimento na Europa, nos Estados Unidos e no Médio Oriente.
A Primark registou no Reino Unido um crescimento das vendas de 1% no terceiro trimestre a taxa de câmbio constante, com vendas comparáveis praticamente estáveis, enquanto na Europa continental, onde a confiança dos consumidores continua baixa, as vendas totais diminuíram 1% e as comparáveis 3,6%.
No caso dos Estados Unidos, a atividade comercial continuou a ser irregular durante o período, com a abertura de três novas lojas, incluindo a primeira em Manhattan (Nova Iorque), elevando o total para 41.
As vendas no mercado norte-americano cresceram 16% no terceiro trimestre.
O negócio de ‘franchising’ da cadeia, que conta agora com três lojas no Dubai e uma no Kuwait, registou um desempenho sólido, apesar do contexto do mercado.
“Num ambiente de consumo desafiante”, incluindo o impacto do conflito no Médio Oriente, a ABF continua a esperar que a Primark alcance uma margem operacional ajustada para o ano inteiro de aproximadamente 10%.
“Embora o ambiente do retalho tenha continuado a ser complexo na maioria dos mercados, a Primark continuou a reforçar a sua proposta de valor para o cliente, incluindo o lançamento de novos produtos, uma abordagem mais precisa em termos de preços e um maior investimento em marketing, especialmente no domínio digital”, comentou o presidente executivo (CEO) da ABF, George Weston.
Em abril, o grupo ABF anunciou que iria separar-se da cadeia de lojas Primark no final de 2027, permitindo que a marca de moda a preços baixos passe a ser cotada na Bolsa de Londres.
Com esta decisão, tomada após uma revisão do negócio, o grupo de alimentos e retalho ABF rompe a sua estrutura de conglomerado após 65 anos.
A nível global, a ABF registou um volume de receitas de 14.774 milhões de libras (cerca de 17.149 milhões de euros) nos primeiros nove meses do seu ano fiscal, um aumento de 1%, incluindo um crescimento de 3% no terceiro trimestre, para 5.304 milhões de libras (cerca de 6.157 milhões de euros).
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