Num vídeo divulgado na rede social Facebook, Tamas Sulyok afirmou não dispor de “meios constitucionais” para se opor à revisão, “embora esta viole os princípios constitucionais”, por ter sido aprovada pela Assembleia Nacional.
“Cumpro a minha obrigação ao abrigo da Lei Fundamental, em consciência, depois de avaliar as minhas opções jurídicas”, declarou o chefe de Estado.
A decisão surge depois de o primeiro-ministro, Péter Magyar, ter classificado Sulyok como uma “marioneta” do ex-primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.
O parlamento da Hungria tinha aprovado na segunda-feira uma revisão constitucional destinada, entre outros objetivos, a destituir o Presidente, Tamás Sulyok, considerado próximo de Orbán.
A revisão constitucional foi aprovada por 139 votos a favor e seis contra, numa votação boicotada pelo partido nacionalista Fidesz, do ultranacionalista Viktor Orbán, derrotado nas eleições legislativas de abril, após 16 anos no poder (2010-2026).
O parlamento húngaro, que elege o Presidente, conta com 199 deputados.
Os 54 deputados do Fidesz recusaram-se a votar por considerarem que estas revisões representam um “sinal da tirania” do novo Governo de Péter Magyar.
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