“O que importa agora são os resultados no terreno, não apenas as aparências”, declarou Nabih Berri ao jornal diário pan-árabe Asharq al-Awsat.
O líder do movimento xiita Amal considerou que “o verdadeiro teste” ao entendimento alcançado em Washington passa pela consolidação do cessar-fogo e pela retirada das tropas israelitas, sublinhando que esse objetivo “ainda não aconteceu”.
Na terça-feira, a Presidência libanesa disse que Joseph Aoun transmitiu a Donald Trump a “necessidade urgente” de Israel abandonar todas as áreas que continua a ocupar no sul do país, de forma a permitir a aplicação do acordo-quadro assinado no final de junho entre Beirute e Telavive, sob mediação dos Estados Unidos.
Embora as forças israelitas se tenham retirado da localidade de Zawtar al-Gharbiya, uma das chamadas “zonas piloto” previstas no acordo, Berri considerou que esse passo “dificilmente pode ser considerado uma retirada”, argumentando que se trata de uma pequena localidade que nunca chegou a ser totalmente ocupada.
O dirigente acusou ainda Israel de prosseguir a destruição de habitações, bairros e infraestruturas no sul do Líbano.
Na sequência da retirada israelita de Zawtar al-Gharbiya, o Exército libanês mobilizou-se para a localidade, integrada no processo de retirada gradual previsto no Acordo Trilateral assinado em Washington a 26 de junho.
Questionado sobre as declarações de Trump, que afirmou esperar que Berri participe no processo assim que verificar progressos na execução do acordo, o presidente do Parlamento respondeu: “Parece que Trump me compreende melhor do que os libaneses”.
Durante o encontro com Aoun, Trump afirmou que o Exército israelita está a proceder a “uma redistribuição” das forças no sul do Líbano e assegurou que o processo de retirada está a avançar.
O Presidente norte-americano manifestou também disponibilidade para dialogar com o movimento xiita libanês pró-iraniano Hezbollah, caso receba um pedido oficial nesse sentido por parte das autoridades libanesas.
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