“A partir do artigo 149, parágrafo 1 da Constituição, nomeio Nikol Pashinian primeiro-ministro”, pode ler-se no decreto presidencial.
A nomeação coincide com a sessão inaugural do novo parlamento, na sequência das últimas eleições, com três forças políticas representadas.
Dos 105 deputados, 64 são do partido Contrato Civil, de Pashinian, enquanto o bloco pró-russo Arménia Forte tem 29 e a coligação Aliança Arménia tem 12.
Pashinian chegou ao cargo em 2018, depois de ter liderado uma onda de manifestações contra o governo, e conquistou então mais de 50% dos votos, tendo conseguido, em junho deste ano, 49,7% dos votos.
O escrutínio foi criticado pela oposição, que pediu a anulação dos resultados, e de Moscovo, que tem vindo a criticar a aproximação da Arménia à União Europeia.
Já o primeiro-ministro, Nikol Pashinian, acusou os opositores de fraude e garantiu que os responsáveis pela alegada compra de votos vão ser levados à Justiça, enquanto várias forças da oposição se concentraram em protesto contra os resultados.
A votação ocorreu após vários anos de crise política na Arménia, desde que Pashinian chegou ao poder com a promessa de desmantelar o sistema oligárquico pós-soviético.
O país do Cáucaso, predominantemente cristão, ainda está a recuperar da derrota na crise com o Azerbaijão em 2020 e da perda de Nagorno-Karabakh em 2023, que desencadeou o êxodo de dezenas de milhares de arménios.
Nikol Pashinian, um antigo jornalista de 51 anos, apresentou-se como uma escolha entre “a paz duradoura e o regresso à guerra”.
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