Uma semana após os sismos na Venezuela, as esperanças de encontrar mais pessoas vivas sob os escombros vão se dissipando. Se um ou outro resgate têm emocionado muitos e acalentado a esperança, há também muitas histórias de tragédia.
É o caso de Eduardo, um piloto venezuelano que conduziu um dos primeiro aviões humanitários que levou ajuda desde Miami, nos Estados Unidos, até à Venezuela
O piloto venezuelano, ao chegar ao seu país, contudo, foi informado de que vários familiares não tinham sobrevivido.
O homem aterrou em Maiquetía com alimentos, medicamentos e bens de primeira necessidade. Já aí recebeu a notícia que ninguém quereria receber.
Apesar disso, Eduardo manteve o seu compromisso de continuar a levar ajuda a quem mais necessita, convertendo-se num símbolo de força e solidariedade.
Cientes da sua situação, vários colegas decidiram surpreendê-lo. Num vídeo partilhado nas redes sociais, diretamente dos armazéns onde estão a ser guardados os bens doados, há um funcionário que reporta a historia de Eduardo a todos os presentes.
“Eduardo tomou conhecimento de que a família já não está entre nós. Peço-vos um aplauso e reconhecimento a este nosso amigo. Força Eduardo e obrigado por aquilo que fazes”, expressaram os colegas de trabalho.
Do outro lado da linha, o homem não contém a emoção e desaba em lágrimas com a homenagem.
Assista ao momento, no vídeo acima.
A história foi partilhada pelo jornalista Juan Carlos Aguirre, que tem nacionalidade colombiana e venezuelana. O profissional revela, citado pela Telecinco, que ao ser destacado para vários cenários de desastres naturais, como aconteceu nos terramotos no Chile e no México, acabou por criar uma espécie de carapaça para se proteger emocionalmente. Tudo isso, se desvaneceu agora, com as histórias que tem visto na Venezuela. “Dói”, partilhou nas suas redes sociais.
Sismos na Venezuela
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram, até ao momento, quase 2 mil mortos e milhares de feridos, de acordo com o mais recente balanço. Entre as vítimas mortais, estão 68 portugueses e lusodescendentes, e outros 74 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
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