“Neste momento, eles (iranianos) estão a falar-nos sobre a conclusão de um acordo”, declarou Donald Trump, Presidente dos EUA, sem fornecer mais detalhes.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaïl Baghaï, tinha afirmado antes que Teerão não estava “neste momento” envolvido “em nenhuma negociação com os Estados Unidos”.
Mas o mercado parece otimista quanto à retoma das negociações, e por volta das 12:30 em Lisboa, o preço do contrato genérico do barril de Brent do Mar do Norte caía 2,22% para 86,40 dólares.
À mesma hora, o contrato genérico do barril de West Texas Intermediate (WTI) cedia 1,92% para 81,02 dólares.
A retoma dos fluxos de petróleo provenientes do Mar Negro também exerceria uma certa pressão em baixa no mercado.
“As cargas de petróleo estão a ser retomadas tanto pelo oleoduto entre o Mar Cáspio e o Mar Negro (o CPC) como pelo terminal de Sheskharis na Rússia”, explicam analistas do ING citados pela AFP, depois de terem sido interrompidas devido a “ataques repetidos de drones ucranianos contra as infraestruturas energéticas russas”.
Mas “para que este movimento de queda se mantenha, será necessário observar uma recuperação dos fluxos” de petróleo através do estreito de Ormuz, precisam os analistas do ING.
Esta passagem marítima estratégica continua a ser um dos principais pontos de tensão entre Teerão e Washington, e o tráfego “caiu para níveis observados no início do conflito” quando o estreito estava quase paralisado, segundo a empresa de dados marítimos Lloyd’s List Intelligence.
Contra a vontade dos Estados Unidos, o Irão insiste em manter o controlo do estreito e quer cobrar pela passagem, ao mesmo tempo que mantém Omã associado a essa gestão como o segundo Estado ribeirinho.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, conversou separadamente por telefone com os homólogos de Omã, Badr al-Busaidi, e saudita, Fayçal ben Farhane, sobre o estreito de Ormuz, conforme relatou na terça-feira a televisão estatal iraniana.
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