De acordo com a MTI Network, uma empresa especializada em gestão de crises, que cita a companhia marítima Stolt Tankers, cerca das 00:40 locais, “o petroleiro ‘Stolt Magnesium’, que navegava no Mar da Arábia ao largo da costa de Omã, foi alvo da explosão de um engenho externo não identificado”.
A explosão provocou um incêndio na sala das máquinas do navio, mas um porta-voz da MTI Network precisou que a tripulação estava “felizmente sã e salva e completa”.
Também a agência britânica UK Maritime Trade Operations informou que um petroleiro tinha comunicado ter sido “atingido por um projétil desconhecido na sala das máquinas, a estibordo”, a 40 milhas náuticas a nordeste de Qalhat, em Omã.
Pouco antes, os Emirados Árabes Unidos haviam denunciado ataques de mísseis iranianos durante a madrugada contra dois petroleiros no estreito de Ormuz, que provocaram a morte de um tripulante, numa alegada represália contra uma nova vaga de ataques dos Estados Unidos.
A navegação comercial tem sido fortemente afetada pelo conflito no Médio Oriente desde 01 de março, quando o Irão encerrou o estreito em represália a ataques norte-americanos e israelitas.
Os Estados Unidos lançaram na madrugada, pela terceira noite consecutiva, ataques contra o Irão, marcando uma escalada na retoma das hostilidades, apesar de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que um acordo com Teerão continua “possível”.
Antes, na rede social Truth Social, anunciou que os EUA tomariam o controlo do estreito de Ormuz e restabeleceriam o bloqueio dos portos iranianos. O Pentágono confirmou que o bloqueio entrará em vigor às 20:00 GMT (21:00 em Lisboa) de terça-feira.
Tal como Teerão pretende cobrar taxas de serviço pela travessia do estreito, Trump disse querer aplicar “uma remuneração equivalente a 20% do valor das cargas” que ali transitam, contrariando o direito internacional que garante a liberdade de navegação.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, respondeu na rede social X: “O Irão sempre foi o guardião do estreito e continuará a sê-lo para sempre”.
Após quase 40 dias de bombardeamentos desde o início da guerra a 28 de fevereiro, desencadeada por ataques israelo-americanos, um cessar-fogo tinha sido instaurado em abril e formalizado a 17 de junho por protocolo de entendimento, mas o protocolo, que previa a reabertura do estreito de Ormuz, parece estar cada vez mais em causa, face à nova escalada militar entre Estados Unidos e Irão.
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