As 123 perguntas ao Governo foram hoje apresentadas pela Direção da Organização Regional do Porto do PCP e versam várias questões da região, da crise da habitação ao investimento nas escolas, das portagens aos atrasos nas obras do Metro do Porto, dos tribunais à GNR, passando pela cultura e pelo ambiente.
“Nestas 123 perguntas que vamos apresentar, também está a habitação, a mobilidade e o investimento nos serviços públicos que têm vindo a deteriorar-se. (…) Temos vindo a denunciar a falta de responsabilidade central que existe”, explicou Joana Rodrigues.
A eleita para a Assembleia Municipal do Porto falava aos jornalistas na Rua de Santa Catarina, junto a um edifício devoluto onde uma faixa do PCP questionava quem passava: “Sabia que este edifício ao abandono é público? Aqui podia ser habitação pública”.
“Temos apontado a questão dos edifícios públicos devolutos e da falta de habitação, da falta de alojamento estudantil. Nas últimas autárquicas [em 2025], viemos aqui a este edifício apontá-lo como uma solução. É um exemplo, entre outros”, acrescentou.
As perguntas ao Governo abrangem as várias cidades do distrito do Porto, da carência de residências públicas à segurança e condições de trabalho, acessos rodoviários, novos centros hospitalares e outras respostas públicas, a despoluição do rio Leça e a erosão costeira, além da criação do Museu da Resistência Antifascista no Porto e os futuros do Centro Comercial Stop e do do Edifício Transparente, entre outras.
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