O religioso criou em 2007 a ‘Zion Church’ (Igreja de Sião), um grupo religioso independente que rapidamente reuniu vários milhares de fiéis.
Devido à dimensão, a organização chamou a atenção das autoridades e foi dissolvida em 2018. No entanto, conseguiu depois expandir-se através da Internet, organizando cultos por videoconferência na plataforma Zoom e pequenas reuniões em cerca de quarenta cidades chinesas.
Ezra Jin Mingri foi detido em outubro de 2025 por “uso ilegal de redes de informação”, juntamente com pastores e fiéis em várias províncias chinesas e na capital, Pequim.
“A ChinaAid expressa profunda gratidão pela libertação do pastor chinês detido Ezra Jin, que chegou em segurança a Los Angeles em 04 de julho de 2026, após ter sido libertado na China”, explicou num comunicado datado de sábado esta organização, sediada nos Estados Unidos e que defende a liberdade religiosa no país asiático.
“Autoridades chinesas ter-lhe-ão indicado que a sua libertação resultou de discussões” entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o homólogo chinês, Xi Jinping, e que se tratava de “um gesto de boa vontade” por ocasião do feriado nacional norte-americano, sublinhou a ChinaAid, referindo-se ao 04 de julho, quando se assinalam os 250 anos da independência dos Estados Unidos.
Após o encontro em meados de maio, em Pequim, com o dirigente chinês, Trump afirmou, a bordo do avião Air Force One, ter abordado a possível libertação de um pastor cristão. De acordo com a imprensa norte-americana, tratava-se de Ezra Jin Mingri.
Trump garantiu que Xi estava a analisar “com grande seriedade a situação” do pastor.
A Constituição chinesa reconhece oficialmente a “liberdade de crença religiosa”, ou seja, a liberdade de acreditar numa religião, mas não menciona a “liberdade religiosa”, cujo âmbito é mais vasto, escreveu a agência de notícias France-Presse (AFP).
Segundo organizações não-governamentais, grupos religiosos estão cada vez mais sob vigilância.
A China divulgou, em setembro de 2025, novas regras que regulamentam a atividade religiosa nas redes sociais, incluindo, nomeadamente, a proibição de pregar na rede social WeChat através de “transmissões em direto”.
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