Flórido Marques morreu no passado dia 10 aos 83 anos e, segundo o PS, a sua vida “ficou profundamente ligada à construção e consolidação da democracia” em Portugal.
Além de ter sido um opositor ao regime do Estado Novo, Flórido Marques “dedicou grande parte da sua vida à defesa da liberdade, da democracia e dos valores do socialismo democrático”.
“O seu percurso cívico e político constitui um testemunho notável de compromisso com o serviço público e com a participação democrática, sempre pautado por elevados princípios de integridade, dedicação e sentido de missão”, refere-se no texto apresentado pela bancada socialista.
O PS assinala também que, enquanto deputado à Assembleia Constituinte, teve a “responsabilidade histórica de lançar os alicerces do regime democrático consagrado na Constituição da República Portuguesa”.
“O seu contributo para esse momento fundador da democracia portuguesa permanece como parte relevante do legado coletivo de todos aqueles que ajudaram a construir um Portugal livre, plural e democrático”, destaca-se no voto.
O PS aponta, ainda, que Flórido Marques foi funcionário do partido, “servindo a organização com dedicação, lealdade e profundo espírito de compromisso”.
“Foi o primeiro militante da concelhia de Viseu do PS, assumindo um papel determinante no crescimento, afirmação e consolidação do partido naquela região. A sua ação política e cívica, desenvolvida ao longo de décadas, constituiu um exemplo de entrega à causa pública e de defesa dos valores da justiça social, da solidariedade e da igualdade de oportunidades”, acrescenta-se.
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