Ebrahim Azizi disse que, na noite de segunda-feira, o projeto-lei “Ação Estratégica para a Segurança e o Desenvolvimento Sustentável do estreito de Ormuz e do Golfo Pérsico” foi oficialmente apresentado ao Parlamento iraniano.
O anunciou de Azizi foi difundido numa mensagem em inglês através das redes sociais, mas não detalhou o conteúdo do diploma.
“Mantemos a nossa posição firme (…) particularmente no que diz respeito à gestão do estreito de Ormuz”, disse Azizi.
O chefe da Comissão da Segurança Nacional no Parlamento do Irão acrescentou que a rota marítima — por onde passava um quinto das exportações globais de hidrocarbonetos antes da guerra — está no centro do confronto entre o Irão e os Estados Unidos.
Teerão deseja impor uma portagem, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que quer receber um “pagamento equivalente a 20% do valor da carga” em troca da proteção do estreito — uma medida contrária ao direito internacional.
O Parlamento iraniano, que tinha suspendido as atividades após o início da guerra, em fevereiro, retomou os trabalhos na segunda-feira, e é presidido por Mohammad Bagher Ghalibaf, que também chefia a equipa de negociação iraniana.
Vários parlamentares contrários a quaisquer negociações com os Estados Unidos manifestaram descontentamento por não terem tido voz ativa na assinatura do memorando de entendimento entre Teerão e Washington, a 17 de junho, que visava o fim da guerra.
O texto foi criticado pelos ultraconservadores iranianos.
Na semana passada, durante o funeral do Líder Supremo Ali Khamenei, alguns participantes confrontaram o Presidente, Masoud Pezeshkian, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi e Mohammad Bagher Ghalibaf para denunciar qualquer concessão.
Em junho, pequenos protestos contra o acordo — envolvendo algumas dezenas de pessoas — tiveram lugar em frente à sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Teerão e em Mashhad (nordeste).
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