Após um ano e meio de declarações, Netanyahu concluiu hoje o seu testemunho no julgamento, que envolve acusações de fraude suborno e abuso de confiança, e acusou ainda o Ministério Público de perseguição.
“Não procuraram um crime, procuraram um homem. […] Todo este esforço desmesurado para conseguir a cabeça de Netanyahu”, afirmou o chefe do Governo nas alegações no Tribunal Distrital de Telavive.
“Não encontraram nada porque nada aconteceu”, acrescentou sobre o processo judicial, que ainda está longe de chegar ao fim.
Netanyahu classificou o Ministério Público como “a Stasi, simplesmente a Stasi”, numa referência à principal agência de informações e repressão do regime comunista da RDA, criada em 1950 e extinta com a reunificação alemã, que ocorreu a 03 de outubro de 1990.
Num primeiro caso, Netanyahu e respetiva mulher, Sara, são acusados de terem aceitado produtos de luxo no valor de mais de 260.000 dólares (cerca de 230.000 euros), tais como charutos, joias e champanhe, de bilionários em troca de favores políticos.
Em dois outros casos, Netanyahu teria tentado negociar uma cobertura mediática mais favorável em dois meios de comunicação israelitas. O primeiro-ministro israelita tem negado qualquer ato repreensível.
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