Uma mulher norte-americana perdeu as suas poupanças depois de ter recebido uma chamada telefónica de um funcionário da Charles Schwalb, uma empresa de investimentos financeiros. Acontece que o alegado funcionário era um burlão.
Jazz Powell-Loggins, de Oklahoma, na Califórnia, contou que recebe uma chamada de um número anónimo. Embora diga que não costuma atender chamadas, decidiu atender aquela.
Do outro lado da linha, um alegado funcionário da empresa Charles Schwalb disse que estavam a tentar vender o dinheiro da conta de Jazz.
“Alguém está a tentar vender o dinheiro da sua conta e eu estou a tentar ajudar-te. Aliás, sou representante da Charles Schwalb”, referiu o alegado funcionário.
Em resposta, Jazz disse não estar a entender e que o então burlão falava cada vez mais alto. Cerca de dois minutos depois, a mulher desligou a chamada para atender uma outra.
Depois, apareceu uma notificação no ecrã do telemóvel: “Transferência bancária concluída”. Da conta de Jazz, desapareceram 12.145 dólares (aproximadamente 10 mil euros).
“Foi devastador. O meu objetivo era garantir que o meu filho se formava na faculdade sem dívidas e ajudá-lo a realizar os seus sonhos”, disse à ABC 7, tendo acrescentado que o marido sofre de cancro e também as despesas médicas têm vindo a aumentar.
Assim, decidiu entrar em contacto com a Charles Schwab. Cinco semanas depois, recebeu uma carta da empresa que dizia que, de acordo com a garantia de segurança, a Schwab “cobre perdas decorrentes de atividades não autorizadas nas contas”, mas “a nossa investigação constatou que forneceu um código de verificação a terceiros, permitindo que eles concluíssem a transferência”.
Na entrevista, Jazz insistiu não ter fornecido qualquer informação aos burlões.
“Eu sempre mostrei integridade e convivi com esta empresa. E ele dizem-me: ‘Acreditamos que tens algo a ver com isto. Não vamos devolver-te um cêntimo’. Foi devastador”, afirmou.
Numa resposta enviada à ABC7, a empresa Charles Schwab disse estar solidária com Jazz, “cuja experiência é um exemplo lamentável do crescente número de fraudes”. “Aconselhamos os nossos clientes a serem cautelosos, a permanecerem vigilantes e a protegerem as informação pessoais”, salientou.
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