O antigo chefe da diplomacia guineense Mário Lopes da Rosa morreu hoje em Bissau, aos 71 anos, vítima de doença prolongada, anunciou o Governo em comunicado consultado pela Lusa na página oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
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No documento, Mário Lopes da Rosa, vulgarmente conhecido no país por “Maucas”, é lembrado como diplomata que sempre se pautou pelo profissionalismo, integridade e dedicação ao serviço público, “deixando uma marca indelével na diplomacia” guineense.
“Diplomata de carreira, o embaixador Mário Lopes da Rosa dedicou grande parte da sua vida ao serviço da Guiné-Bissau, exercendo funções em diversas missões diplomáticas nomeadamente em Argel, Bruxelas e Nova Iorque”, lê-se ainda no comunicado.
O diplomata foi ministro dos Negócios Estrangeiros guineense entre 2014 e 2015 e ainda ministro das Pescas entre 2012 e 2013, no Governo de transição então criado na sequência de um golpe de Estado.
Mário Lopes da Rosa, licenciado em direito na Argélia, foi ainda representante permanente da Guiné-Bissau nas Nações Unidas entre 1991 e 1996 e em 2005 apresentou-se como candidato independente às eleições presidenciais, embora seja membro do ‘bureau’ político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
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