Fonte do Secretariado Nacional do Partido Socialista adiantou à Lusa na segunda-feira à noite que o secretário-geral dos socialistas, José Luís Carneiro, reuniu o secretariado depois de auscultar os membros da comissão política, acrescentando que “a posição dos órgãos do partido vai no sentido da abstenção”.
A abstenção do PS na moção de censura do Chega ao Governo, que os socialistas consideram uma “manobra de diversão”, permite evitar “a crise política e não iliba o governo nas suas responsabilidades perante os problemas que vivem os portugueses”, destacou a mesma fonte, apontando como problemas o custo de vida, a saúde, habitação e salários.
Fonte do secretariado indicou ainda que o grupo parlamentar do PS irá reunir-se hoje (terça-feira) pelas 14:00.
A Assembleia da República debate e vota hoje a moção de censura do Chega ao Governo, centrada na manutenção no Governo do ministro da Administração Interna Luís Neves e que tem chumbo garantido.
Para ser aprovada – o que implicaria a demissão do Governo -, a moção de censura teria de ter o voto favorável de 116 deputados, hipótese já afastada, uma vez que o PS já tinha anunciado que ou vota contra ou se abstém.
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