A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, apelou, esta segunda-feira, 21 de setembro, a uma “utilização acautelosa da energia renovável e hídrica”.
A partir de Soure, em Coimbra, onde será homenageada na Sessão Solene do Dia do Município, com a Medalha Municipal de Grau Ouro, a governante mostrou-se preocupada com os recursos hídricos.
Para Maria da Graça Carvalho, o aquecimento das águas, “que não eram efeitos habituais, podem indicar que há grandes perturbações do ponto de vista do clima”. Por isso, “temos de estar muito atentos”.
“Temos de fazer uma grande monitorização na água porque é importantíssima para a vida, para nós, para os animais, para a agricultura, para todas as atividades socioeconómicas mas, também, está relacionada com a eletricidade”, lembrou a ministra do Ambiente, notando que Portugal tem estado “protegido” em relação ao preço do gás porque “temos muita renovável e temos uma renovável que é preciosa, que é a hídrica, que nos dá equilíbrio ao sistema”.
No entanto, como sublinhou Maria da Graça de Carvalho, “se tivermos menos água, teremos de ter aqui alguma cautela e algum cuidado em relação à utilização da hídrica, o que nos vai obrigar a utilizar mais gás, o que está muito caro”.
Questionada se vai faltar água, a ministra assegurou que estão a “monitorizar todos os efeitos, todas as bacias dia a dia, hora a hora e, portanto, fazer de forma muito cautelosa a utilização de energia renovável e hídrica exatamente para ir mantendo equilíbrios”.
“Temos muita coisa a acontecer ao mesmo tempo”, admitiu Maria da Graça Carvalho, lembrando que “não temos previsão de chuva até ao final de setembro”. “Vamos ver como são os meses seguintes”, evidenciou.
As declarações da ministra sobre a falta de água surgem numa altura em que o país ultrapassa uma verdadeira crise energética, com os combustíveis a atingirem o valor mais alto de sempre.
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