“O crepúsculo do chanceler começou”, disse em conferência de imprensa Leif-Erik Holm, que venceu no domingo as eleições regionais em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste da Alemanha.
A codirigente da AfD Alice Weidel avaliou que o seu partido já substituiu a União Democrata-Cristã (CDU) de Merz como o “partido popular” dominante na vida política alemã.
“Pela primeira vez na sua história”, o partido conservador CDU — que não conseguiu atingir a marca dos 5% necessária em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental — “não está sequer representado num parlamento” regional, sublinhou Weidel.
Holm acrescentou que “o chanceler não chegará certamente ao final do ano”.
No domingo, as sondagens à boca das urnas da emissora pública ARD indicavam que a União Democrata-Cristã (CDU), de centro-direita, liderada por Metz, obteria apenas 5% em Meclemburgo-Pomerânia Ocidental — o resultado mais baixo de sempre desde a Segunda Guerra Mundial para o partido em qualquer estado.
A AfD aparece como o mais votado em Meclemburgo-Pomerânia Ocidental e em Berlim também sobe na votação.
Nas eleições em Berlim, também realizadas neste fim de semana, a CDU surge em segundo lugar com 20%, atrás do partido A Esquerda com 24,5%, segundo a sondagem da ARD.
Merz reconheceu que o resultado da CDU foi “um desastre”, mas rejeitou qualquer recuo na agenda de reformas do governo e ainda deixar o cargo.
O chanceler defendeu que os problemas económicos e políticos da Alemanha tornam as reformas potencialmente impopulares, são mais urgentes e comprometeu-se a avançar com “determinação, firmeza e paciência”.
Friederich Merz é, segundo as sondagens, o chanceler mais impopular desde a fundação da República Federal da Alemanha, com apenas 10% de apoio.
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