“Medidas orçamentais gostava de as ver incluídas dentro de um orçamento, e não, assim, anunciadas ‘ad hoc'”, disse Mário Centeno à agência Lusa, no final de um encontro do International Club of Portugal que hoje decorreu em Lisboa.
Questionado pela Lusa sobre os anúncios das medidas do primeiro-ministro na quarta-feira no debate da moção de censura contra o Governo, Centeno respondeu que deveriam ter sido feitos “dentro do Orçamento do Estado [OE]”, recusando dar mais explicações.
Aos jornalistas, o ex-ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal recusou igualmente comentar a possibilidade de subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu, desculpando-se com o facto de se encontrar “naqueles períodos de silêncio em que um ex-governador tem que estar”.
“O país já sabe o que são taxas de juros elevadas, já sabe o que são taxas de juros baixas, já sabe o que é ter muita dívida, já sabe o que é ter menos dívida, todos temos informação suficiente para ser cautelosos e é isso que eu desejo”, acrescentou.
O ex-governador disse ainda que está disponível para o país, mas neste momento as funções e as tarefas a que está dedicado “não passam por aí”.
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