As autoridades de Chicago, no estado norte-americano do Illinois, estão a investigar uma funerária, na região sul da cidade, depois de terem sido descobertos mais de 50 corpos em decomposição no local, na quinta-feira.
Os médicos legistas do condado de Cook, onde ficava a agência, estão a tentar identificar os cadáveres e notificar as famílias. No entanto, segundo a CBS, o processo poderá levar dias pois os cadáveres estão em vários estados de decomposição.
A diretora da funerária, Johanna Morgan, “permitia que vários corpos fossem mantidos numa área sem refrigeração, em condições deploráveis, sendo registada inclusivamente uma infestação de roedores”, refere o mesmo meio de comunicação que consultou registos fotográficos. Isso resultou na “decomposição e infestação de larvas nos corpos”.
Nas imagens a que tiveram acesso era ainda possível ver cadáveres parcialmente envoltos em lençóis ou sacos plásticos transparentes, com os rostos e partes do corpo à mostra.
A licença de agente funerária de Johanna foi suspensa. Já a licença comercial ativa da South Chicago Chapel lista Clark Morgan como presidente, marido de Johanna, e que já tinha visto a sua licença ser revogada em 2024.
Nos Estados Unidos a regulamentação das funerárias é definida principalmente pelos estados.
Em testemunhos ouvidos pela CBS, uma mulher relatou que a irmã deveria ter sido cremada na funerária, mas agora não tem a certeza se de facto recebeu os restos mortais corretos. Por seu lado, uma vizinha da agência funerária referiu que “está sempre a cheirar mal” e que é “um fedor insuportável”.
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