“Esta evolução reflete o crescimento dos negócios nacionais e internacionais, os ganhos de eficiência, o constante investimento no desenvolvimento dos negócios e a forte solidez financeira”, indica o grupo português num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
No segundo trimestre, o resultado líquido atribuível a acionistas atingiu 75 milhões de euros, registando um aumento homólogo de 27,3%.
Até junho, o volume de negócios consolidado da Sonae aumentou 6,3%, para 5.600 milhões de euros, tendo subido 5,6% no segundo trimestre, para 2.900 milhões, “suportado por contributos sólidos de todos os negócios de retalho”.
“O forte crescimento das vendas LfL [‘like for like’, ou seja, em termos comparáveis] e a contínua expansão das redes de lojas permitiram reforçar as posições de liderança nos vários mercados”, lê-se no comunicado.
O EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) aumentou 14,4% no primeiro semestre, para 600 milhões de euros, e subiu 15,1% entre abril e junho, para 316 milhões de euros, “suportado pela melhoria do desempenho operacional subjacente”.
Assim, o EBITDA subjacente aumentou 13,3% até junho, para 536 milhões de euros, e cresceu 26 milhões de euros, para 281 milhões, no segundo trimestre, “impulsionado sobretudo pela MC e suportado pelos contributos positivos dos restantes negócios de retalho”.
Já a margem de EBITDA subjacente melhorou de 9,5% para 9,9% no segundo trimestre (9,6% no primeiro semestre), “refletindo o aumento das vendas e ganhos de eficiência operacional”.
Nos últimos 12 meses, o investimento operacional (Capex) do grupo Sonae aumentou 7,4% para 516 milhões de euros, tendo-se focado no crescimento orgânico dos negócios e sendo reforçado por um montante de 128 milhões de euros investido em fusões e aquisições.
No final de junho, a dívida líquida consolidada da Sonae situava-se nos 1.800 milhões de euros, 180 milhões abaixo do período homólogo, com o grupo a destacar a melhoria do rácio ‘loan-to-value’ (LTV) como a reafirmação da “trajetória de desalavancagem” e “solidez do seu balanço”.
No período, o valor líquido do portefólio (NAV) reportado, com base em referências de mercado, aumentou para 5.600 milhões de euros, um crescimento de 18% face ao período homólogo, correspondendo a um NAV por ação em circulação de 2,89 euros.
“Considerando o preço de fecho da ação da Sonae de 2,015 euros no final do primeiro semestre de 2026, o desconto implícito da cotação face ao NAV situou-se em 30%, comparando com 51% no final do primeiro semestre de 2025 e 33% no final do primeiro trimestre de 2026”, detalha.
Citada no comunicado, a presidente executiva (CEO) da Sonae, Cláudia Azevedo, considera “muito positivos” os resultados alcançados no segundo trimestre, salientando que o desempenho operacional dos diferentes negócios se traduziu “em mais um trimestre de resultados financeiros sólidos”.
No retalho alimentar e de saúde e beleza, a MC registou no segundo semestre um volume de negócios de 4.400 milhões de euros, mais 7,9% face ao período homólogo. A faturação do retalho alimentar (onde a Sonae opera marcas como o Continente, Meu Super e Bagga) subiu 6,8% para 3.500 milhões de euros, “sustentado pelo contínuo crescimento dos volumes”, enquanto a do negócio de saúde e beleza (Wells e Druni) aumentou 12,3% para 906 milhões.
Na área de eletrónica, o volume de negócios da Worten aumentou 7% até junho, para 681 milhões de euros, enquanto a iServices representou 8% do volume de negócios total do período, mais 1,4 pontos percentuais face ao período homólogo.
Já no retalho de produtos e cuidados para animais de estimação, a Musti aumentou as vendas em 14,7% no primeiro semestre, para 277 milhões de euros, com um crescimento LfL de 3%.
Quanto ao setor imobiliário, a Sierra viu o resultado direto aumentar 19% no segundo trimestre, suportado pelo desempenho operacional do portefólio de centros comerciais e pela expansão do negócio de serviços. Os ativos sob gestão aumentaram mais de 450 milhões de euros, para 7.100 milhões de euros, enquanto o NAV (‘Net Asset Value’ ou valor patrimonial líquido) cresceu para 1.200 milhões.
Nas telecomunicações, a NOS registou receitas consolidadas de 458 milhões de euros no segundo trimestre, em linha com o período homólogo, tendo o resultado líquido aumentado 34% para 78 milhões de euros.
Nas contas consolidadas da Sonae, a contribuição da NOS pelo método da equivalência patrimonial ascendeu a 28 milhões de euros no segundo trimestre e a 48 milhões até junho.
[Notícia atualizada às 18h49]
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