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Márcia Henriques, líder do partido Reagir Incluir Reciclar (RIR) decidiu, a título pessoal, apresentar uma queixa junto da Procuradoria Geral da República (PGR) contra aquilo que diz ser a “podridão da arbitragem” portuguesa.
A informação é avançada pela própria, indicando que o seu objetivo é “solicitar ao Ministério Público que averigue um conjunto de factos relacionados com a arbitragem do futebol profissional português e, em particular, com decisões que têm afetado o Sport Lisboa e Benfica”.
Em causa está um lance no jogo entre o clube da Luz e o Académico de Viseu, na noite deste domingo.
“No jogo disputado em 9 de agosto de 2026 entre o Sport Lisboa e Benfica e o Académico de Viseu, ocorreu um lance na área em que um jogador desvia a bola com o braço, sem que tenha sido assinalada grande penalidade a favor do Benfica. O VAR nomeado para o encontro era Manuel Mota. O lance foi transmitido televisivamente e objeto de repetição, levantando imediatamente enorme controvérsia quanto à inexistência de intervenção do VAR“, escreve Márcia Henriques, defendendo que nestes casos as imagens e comunicações do VAR, que “não estão ao alcance de um cidadão comum” devem estar “ao alcance das entidades responsáveis e, se existirem indícios que o justifiquem, das autoridades judiciárias”.
“Este episódio não surge num vazio. Ao longo dos últimos meses ocorreram diversos episódios de arbitragem envolvendo o Benfica que suscitaram forte controvérsia pública, alguns deles posteriormente objeto de avaliações negativas por especialistas ou pelas próprias estruturas responsáveis pela arbitragem“, prossegue, referindo-se a vários “encontros recentes [que] foram publicamente identificadas decisões potencialmente prejudiciais ao Benfica”.
“Importa, por isso, perceber se estamos perante uma sucessão normal de erros humanos, inerentes à arbitragem, ou se existe algum padrão que justifique investigação mais aprofundada. Um erro acontece. Vários erros podem igualmente acontecer. Mas quando decisões graves e potencialmente determinantes se sucedem, particularmente numa competição profissional que movimenta centenas de milhões de euros e onde resultados desportivos têm enormes consequências económicas, é legítimo perguntar se estamos sempre e apenas perante erros”, escreveu Márcia Henriques na queixa que endereçou à PGR e a que o Notícias ao Minuto teve acesso.
Na sua missiva, esta refere-se, ainda, “às centenas de milhões que o futebol movimenta”, motivo pelo qual considera que “a integridade das competições não pode ficar exclusivamente dependente da explicação de que determinada decisão correspondeu a ‘erro humano’, sobretudo quando existem meios tecnológicos precisamente destinados a diminuir esses erros”.
Assim, pede ao Ministério Público que avalie os factos participados e que se determine se existem fundamentos para a abertura de inquérito ou realização das averiguações consideradas adequadas.
“Pede-se ao MP que investigue. Que determine se estamos perante erros. Que determine se estamos perante incompetência. Que determine se estamos perante coincidências. Ou que determine se existe algo mais”, remata.
Benfica empata no arranque da Liga
De recordar que, no reencontro entre Benfica e Académico de Viseu no escalão máximo do futebol nacional, o clube da Luz esteve por duas vezes em vantagem, mas os viseenses mostraram raça para alcançarem o empate.
Numa partida que decorreu à porta fechada, fruto do castigo que foi aplicado às águias, Pavlidis abriu as contas em Lisboa, antes de Rúben Pereira empatar a contenda. Prestianni voltou a colocar o Benfica na liderança do marcador, que foi desfeita por um golo do inevitável André Clóvis.
A turma encarnada começa com o pé esquerdo a I Liga, ficando desde já a dois pontos do líder FC Porto e com a mesma pontuação que o rival Sporting.
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